Brenda Nicole Alves foi morta na madrugada de domingo, 6 de setembro, em Salvador, durante uma abordagem na Avenida Jorge Amado, no Imbuí. A jovem voltava de uma festa na garupa de uma moto conduzida pelo namorado quando outro motociclista interceptou o casal e exigiu o celular. Ela não entregou o aparelho. O suspeito atirou no rosto da vítima e fugiu.
O crime ocorreu por volta das 3h. A Polícia Militar e o Samu foram acionados, mas Brenda não resistiu e teve a morte confirmada no próprio local. Até esta segunda-feira, 7, o autor não havia sido localizado. Não há informações públicas sobre o estado de saúde do namorado.
A Polícia Civil registrou o caso como latrocínio. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa formalizou a ocorrência, e o Departamento Especializado de Investigações Criminais passou a trabalhar para identificar o atirador. A PM informou reforço do policiamento na região e diligências no entorno.
Além da dinâmica do ataque, o caso chamou atenção pelo perfil da vítima. Brenda era filha de dois sargentos da Polícia Militar. Cursava Direito e estagiava na Associação de Praças da Polícia e Bombeiro Militar da Bahia. Também tocava um negócio próprio de moda praia, com venda de biquínis, saídas, bolsas e acessórios.
A APPM/BA divulgou nota de pesar. A entidade descreveu a estagiária como jovem de trato doce, gentil e meigo e disse que o sorriso e a delicadeza dela marcaram quem conviveu com ela.
O velório ocorreu ainda no domingo, às 16h30, no cemitério Bosque da Paz, na capital baiana.
A reconstrução do episódio indica uma abordagem rápida em via pública. O casal seguia de moto por aplicativo. O segundo condutor exigiu o telefone, encontrou recusa e disparou. Depois desapareceu. Sem prisão até o momento, a apuração se concentra em identificar o suspeito e reconstituir a rota da fuga.
A morte de Brenda reúne dois eixos da cobertura: a violência urbana na madrugada soteropolitana e o retrato de uma jovem que dividia a rotina entre a faculdade, o estágio em entidade de praças e o comércio de moda praia. A investigação segue aberta.
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