Passageiros do cruzeiro MV Hondius testam positivo para hantavírus Andes, cepa com rara transmissão entre humanos

Navio holandês, que partiu da Argentina em 1º de abril de 2026, registra três mortes e múltiplos casos confirmados; evacuações e repatriações ocorrem nas Ilhas Canárias
Por: Brado Jornal 11.mai.2026 às 10h16
Passageiros do cruzeiro MV Hondius testam positivo para hantavírus Andes, cepa com rara transmissão entre humanos
Jorge Guerrero/AFP
Passageiros resgatados do cruzeiro MV Hondius testaram positivo para o hantavírus Andes, cepa conhecida pela rara possibilidade de transmissão entre humanos em contato próximo e prolongado. O surto a bordo do navio holandês, que partiu da Argentina em 1º de abril de 2026, resultou em três mortes e levou a uma operação complexa de evacuação e repatriação.

Uma mulher francesa entre os repatriados está em estado grave, internada em unidade especializada em doenças infecciosas em Paris. Um passageiro americano testou positivo de forma leve e assintomática após desembarque em Nebraska. Outros contatos próximos, incluindo 22 pessoas na França que compartilharam voos ou ambientes com infectados, foram colocados em isolamento.

O desembarque dos cerca de 150 passageiros e tripulantes começou no domingo, 10 de maio de 2026, no porto de Granadilla de Abona, na ilha de Tenerife, nas Ilhas Canárias (Espanha). A operação envolveu mais de 100 pessoas de 23 nacionalidades e foi descrita como complexa e sem precedentes pelas autoridades espanholas.

O hantavírus Andes pertence ao grupo que causa a síndrome cardiopulmonar por hantavírus. Os sintomas iniciais incluem febre, dor no corpo e mal-estar, podendo evoluir para falta de ar e queda de pressão. A principal forma de transmissão ocorre por inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados. Diferentemente da maioria dos hantavírus, o Andes pode se transmitir entre humanos em situações de contato íntimo e prolongado, como convívio familiar próximo, beijos ou compartilhamento de ambientes fechados com pouca ventilação, embora esse tipo de contágio seja raro e limitado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou que o risco atual para a saúde pública é baixo e que o vírus não se espalha de forma eficiente como a gripe ou a Covid-19. Autoridades de saúde de vários países, incluindo Estados Unidos, França e outros, monitoram passageiros que desembarcaram em etapas anteriores do cruzeiro.


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