Uma operação anterior na Favela da Muzema, área do projeto Cidade Integrada, será retomada no novo plano estatal com reocupação pelas forças de segurança.
Formulário da Secretaria de Segurança Pública enviado a outras pastas destaca Gardênia Azul, Muzema e Rio das Pedras como prioridades para reocupação.
O secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, evitou nomear as comunidades visadas nas próximas megaoperações, mas enfatizou que as investigações sobre líderes de quadrilhas e criminosos que comandam esses locais estão bem avançadas.
Rocinha como entreposto estratégico
Sobre a Rocinha, que possui inquérito sólido contra membros do Comando Vermelho, o secretário reconheceu semelhanças com os complexos do Alemão e da Penha, onde ocorreu a recente megaoperação. Ele destacou o papel da favela como um dos maiores pontos de distribuição de drogas da facção e abrigo para criminosos de outros estados, atuando como verdadeiro bunker.
A ocupação contínua de comunidades atende determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF das Favelas, que visa reduzir a letalidade policial no Rio. O governo estadual precisa entregar o plano até 20 de dezembro. Nesse contexto, a Secretaria de Segurança solicitou a 30 pastas, ao Gabinete de Segurança Institucional, à Controladoria e à Procuradoria-Geral do Estado dados sobre equipamentos públicos e projetos em Gardênia Azul, Muzema e Rio das Pedras, além de suas redondezas. Documento interno classifica essas favelas como “priorizadas para o Plano de Reocupação Territorial”, com prazo de entrega das informações até amanhã.
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