Governo do Rio planeja dez megaoperações em favelas e reocupação territorial

Operações semelhantes à do Alemão e Penha devem atingir Rocinha, Cidade de Deus, Maré e Complexo de Israel, com incursões diárias na Zona Sudoeste e Baixada Fluminense
Por: Brado Jornal 06.nov.2025 às 10h27
Governo do Rio planeja dez megaoperações em favelas e reocupação territorial
Foto: Domingos Peixoto/16-10-2024
O governador Cláudio Castro revelou a programação de mais dez ações policiais de grande porte, iguais à realizada nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou em 121 mortes e 99 prisões na semana anterior. A declaração saiu ontem no blog do colunista Lauro Jardim, do GLOBO. Outras iniciativas incluem ocupações em comunidades de Jacarepaguá a partir de dezembro e, desde a próxima semana, entre cinco e dez equipes policiais realizando entradas diárias na Zona Sudoeste e na Baixada Fluminense para remover barricadas. Entre os alvos das novas megaoperações estão territórios de forte resistência armada, como Rocinha, Cidade de Deus, Complexo da Maré e Complexo de Israel — este último abrangendo Vigário Geral, Parada de Lucas e Cidade Alta. Todas as ações contam com aval judicial.

“— Temos mais dez operações agendadas — afirmou Castro.”

Uma operação anterior na Favela da Muzema, área do projeto Cidade Integrada, será retomada no novo plano estatal com reocupação pelas forças de segurança.

Formulário da Secretaria de Segurança Pública enviado a outras pastas destaca Gardênia Azul, Muzema e Rio das Pedras como prioridades para reocupação.

O secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, evitou nomear as comunidades visadas nas próximas megaoperações, mas enfatizou que as investigações sobre líderes de quadrilhas e criminosos que comandam esses locais estão bem avançadas.

Rocinha como entreposto estratégico

Sobre a Rocinha, que possui inquérito sólido contra membros do Comando Vermelho, o secretário reconheceu semelhanças com os complexos do Alemão e da Penha, onde ocorreu a recente megaoperação. Ele destacou o papel da favela como um dos maiores pontos de distribuição de drogas da facção e abrigo para criminosos de outros estados, atuando como verdadeiro bunker.

A ocupação contínua de comunidades atende determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF das Favelas, que visa reduzir a letalidade policial no Rio. O governo estadual precisa entregar o plano até 20 de dezembro. Nesse contexto, a Secretaria de Segurança solicitou a 30 pastas, ao Gabinete de Segurança Institucional, à Controladoria e à Procuradoria-Geral do Estado dados sobre equipamentos públicos e projetos em Gardênia Azul, Muzema e Rio das Pedras, além de suas redondezas. Documento interno classifica essas favelas como “priorizadas para o Plano de Reocupação Territorial”, com prazo de entrega das informações até amanhã.


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