Seguranças de Toffoli em viagens ao resort Tayayá custaram R$ 548 mil aos cofres públicos

Ministro passou 168 dias no empreendimento no Paraná desde dezembro de 2022; diárias pagas pelo TRT-2 de São Paulo cobriram escolta de agentes, mesmo com o resort no interior paranaense
Por: Brado Jornal 23.jan.2026 às 06h48
Seguranças de Toffoli em viagens ao resort Tayayá custaram R$ 548 mil aos cofres públicos
Foto: STF/Reprodução
As viagens do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), custaram R$ 548,9 mil aos cofres públicos apenas em diárias de seguranças que fizeram sua escolta. Os dados foram apurados pelo portal Metrópoles e divulgados nesta quinta-feira (22), baseados em prestações de contas do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), de São Paulo.

Desde pelo menos dezembro de 2022, Toffoli passou 168 dias no local, o equivalente a um de cada sete dias. As despesas foram registradas no site do TRT-2 com descrições como “Prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do Supremo Tribunal Federal, na cidade de Ribeirão Claro”. Normalmente, quatro ou cinco agentes são destacados por viagem, com substituições após estadias superiores a cinco dias.

Funcionários do resort afirmam que Toffoli seria o verdadeiro dono do empreendimento até hoje, apesar da venda formal em abril de 2025 ao advogado Paulo Humberto Barbosa, que atuou em defesa da JBS. Após a transação, o ministro esteve no Tayayá sete vezes, totalizando 58 dias. Ele mantém uma embarcação ancorada no píer e uma casa exclusiva na área “Ecoview”. O complexo inclui cassino com máquinas caça-níqueis e mesas de blackjack.

No final de 2025, Toffoli fechou o resort para uma festa privada com grupo de samba e a presença do ex-jogador Ronaldo Fenômeno. A Gazeta do Povo procurou o gabinete de Toffoli no STF e o TRT-2 para comentários, mas aguardava retorno até a publicação.

O caso ganha relevância no contexto das investigações sobre o Banco Master, com Toffoli como relator no STF. Revelações sobre ligações com o resort intensificam questionamentos sobre imparcialidade e uso de recursos públicos. A PGR arquivou representação para afastá-lo da relatoria por prazo regimental expirado, decisão elogiada por Gilmar Mendes como “funcionamento regular das instituições”. O Partido Novo anunciou notícia-crime na PGR para investigar as relações com o Tayayá.


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