Comissão da Câmara exige esclarecimentos do Ministério da Defesa sobre alegações americanas

Relatório do Congresso dos EUA levanta suspeitas de instalação chinesa com possível uso militar na Bahia, via parceria entre empresas brasileira e chinesa
Por: Brado Jornal 04.mar.2026 às 20h20
Comissão da Câmara exige esclarecimentos do Ministério da Defesa sobre alegações americanas
Divulgação
O Ministério da Defesa brasileiro foi convocado a prestar contas perante a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. O motivo é um documento elaborado por congressistas dos Estados Unidos que expressa preocupações quanto a possíveis laços entre o Brasil e a China, com foco em uma estrutura na Bahia interpretada como instalação militar chinesa "não oficial" na América do Sul.

A Estação Terrestre Tucano, conforme descrito no relatório, opera por meio da empresa brasileira Ayla Space (ou Alya Nanosatellites), em colaboração com a companhia chinesa Beijing Tianlian Space Technology. O objetivo declarado seria o processamento e análise de dados oriundos de satélites.

Os parlamentares norte-americanos destacam, no entanto, conexões formais com instituições de defesa do Brasil. Entre elas, citam um memorando de entendimento firmado pela Alya Nanosatellites com o Departamento de Ciência e Tecnologia da Força Aérea Brasileira. Esse acordo envolveria treinamento de militares em simulações orbitais e o emprego de antenas da FAB como apoio reserva à estação.

De acordo com o texto americano, tais vínculos permitiriam à China acompanhar e possivelmente moldar a doutrina espacial militar brasileira, além de garantir uma presença contínua em uma área considerada sensível à segurança nacional dos Estados Unidos. O documento alerta ainda para o risco de desenvolvimento de capacidades de vigilância de alta frequência, capazes de detectar instalações militares ocultas e monitorar objetos espaciais em tempo real.

A iniciativa de cobrar explicações partiu do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). Ele observou que o relatório examina a estratégia chinesa de ampliar sua infraestrutura espacial na América Latina, utilizando iniciativas de cunho civil e comercial como cobertura para fortalecer a Consciência de Domínio Espacial do Exército de Libertação Popular chinês.


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