Janja relata ter sofrido assédio sexual duas vezes durante mandato como primeira-dama

Em entrevista exclusiva à revista Marie Claire, esposa de Lula descreve episódios de importunação em eventos oficiais e reforça importância de denunciar abusos; ela destaca que o cargo não protege contra machismo e pede maior conscientização na sociedade
Por: Brado Jornal 03.mar.2026 às 20h44
Janja relata ter sofrido assédio sexual duas vezes durante mandato como primeira-dama
Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, revelou em entrevista à revista Marie Claire ter sido vítima de assédio sexual em duas ocasiões desde que assumiu o papel ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os fatos ocorreram em situações protocolares e públicas, durante a atual gestão.

Janja contou que, em uma das situações, um homem se aproximou excessivamente e fez comentários de cunho sexual enquanto ela participava de um evento oficial. No segundo episódio, outro indivíduo tentou tocá-la de forma inadequada, aproveitando a proximidade em um ambiente lotado. Ela afirmou que reagiu imediatamente nos dois casos, deixando claro que não toleraria aquele tipo de comportamento.

A primeira-dama enfatizou que o assédio acontece independentemente do status social ou do cargo ocupado. “Ser primeira-dama não me protege de nada. O machismo está presente em todos os lugares, inclusive nos espaços de poder”, declarou. Ela reforçou a necessidade de as mulheres denunciarem qualquer forma de violência ou importunação, para que casos semelhantes não fiquem impunes ou normalizados.

Janja também criticou a cultura que ainda minimiza ou naturaliza o assédio, especialmente quando a vítima é uma figura pública. Segundo ela, muitos homens acreditam que podem ultrapassar limites porque a mulher está em posição de destaque ou visibilidade. A primeira-dama defendeu maior educação e conscientização sobre consentimento e respeito, tanto na esfera privada quanto na pública.

A entrevista foi publicada nesta terça-feira (3 de março de 2026) e gerou repercussão nas redes sociais, com apoio de diversas figuras políticas e ativistas pelos direitos das mulheres. Janja aproveitou o espaço para lembrar que "o combate ao assédio sexual é uma luta coletiva e que ninguém deve se calar diante de abusos, independentemente de quem seja o agressor ou da posição social da vítima".


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