Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, transferiu uma fazenda produtora de café para um fundo de investimentos associado ao cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em uma operação avaliada em R$ 3 milhões realizada em 2021.
A transação foi identificada internamente pelo próprio Banco Central, que encaminhou os detalhes à Polícia Federal, contribuindo para o afastamento de Neves de Souza em janeiro de 2026 e para o desencadeamento da terceira etapa da Operação Compliance Zero.Durante o período da venda, Neves de Souza ocupava cargo de direção no BC, enquanto o Banco Master experimentava expansão acelerada. As investigações da PF e do BC o descrevem como um “consultor informal” da instituição financeira, recebendo valores para facilitar a evasão da supervisão regulatória e burlar controles.
Ao ser questionado pelo Banco Central, o ex-diretor confirmou o negócio, mas alegou desconhecer a conexão do fundo com Vorcaro. Ele explicou que, depois da alienação, optou por arrendar novamente a propriedade em razão da valorização do preço do café.As autoridades suspeitam que os R$ 3 milhões pagos possam integrar propinas destinadas a Neves de Souza por seus serviços prestados ao Master. Atualmente, ele cumpre restrições determinadas pelo ministro André Mendonça, do STF, como uso de tornozeleira eletrônica, vedação de contato com outros investigados e proibição de acessar sistemas do BC.
A defesa do ex-diretor não comentou o caso até o momento.
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