Chance de super El Niño em 2026 é de 37%, alerta agência americana

Noaa prevê evento muito forte entre novembro e janeiro, com risco de secas no Norte e Nordeste e chuvas intensas no Sul do Brasil.
Por: Brado Jornal 19.mai.2026 às 10h37
Chance de super El Niño em 2026 é de 37%, alerta agência americana
Divulgação
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa) estimou em 37% a probabilidade de um El Niño muito forte se formar em 2026. O fenômeno, conhecido popularmente como “super El Niño”, poderia ocorrer entre novembro deste ano e janeiro de 2027, segundo relatório divulgado na quinta-feira (14).

Embora a agência americana não utilize oficialmente o termo “super”, ele se refere aos episódios classificados como muito fortes, quando o aquecimento das águas do Pacífico equatorial ultrapassa 2,0°C acima da média no índice Roni.

No mesmo boletim, a Noaa aponta ainda 30% de chance de um El Niño forte e 33% de intensidade mais moderada ou fraca. Isso significa que há cerca de 67% de probabilidade de o fenômeno atingir, ao menos, força elevada no final de 2026.

A agência calcula 82% de chance de o El Niño se desenvolver entre maio e julho, e 96% de ele persistir entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. A previsão atual é mais elevada do que as estimativas anteriores da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), que indicavam cenário mais moderado em março e abril.

O El Niño resulta do aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico central e oriental. Esse processo altera a circulação atmosférica global, modificando padrões de temperatura e precipitação em várias regiões do planeta. Os eventos mais intensos dependem do acoplamento contínuo entre oceano e atmosfera, especialmente durante o verão do Hemisfério Norte.

No Brasil, os impactos variam conforme a região. No Norte, há maior risco de redução das chuvas na Amazônia, prolongamento da seca, incêndios florestais e queda nos níveis dos rios, afetando navegação, pesca e geração de energia. No Nordeste, a tendência é de precipitação abaixo da média e temperaturas mais altas, agravando o estresse hídrico.

No Sul, o fenômeno costuma trazer chuvas acima do normal, com possibilidade de inundações e eventos extremos. No Centro-Oeste e Sudeste, os efeitos incluem temperaturas elevadas, risco de estiagens, veranicos e ondas de calor, embora com variações locais.

Os órgãos brasileiros, como Inpe e Inmet, reforçam que a intensidade final do El Niño e sua interação com outros sistemas climáticos, como as condições do Atlântico, definirão a gravidade dos impactos em cada região.


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