A vereadora Luana Silva, do Partido Missão, corre o risco de ter o mandato cassado após denunciar assédio sexual e perseguição sofridos por ela e pela vereadora Raiane.
Luana Silva e Raiane aprovaram na Câmara Municipal uma lei que proíbe a administração pública de contratar pessoas condenadas por violência contra a mulher. Um servidor da própria Casa Legislativa, já condenado por crime sexual e réu em outros 20 processos, sentiu-se atingido pela norma.
Durante uma viagem institucional, o servidor assediou e ameaçou as duas vereadoras. Em seguida, passou a publicar fotos delas nas redes sociais, perseguindo-as e divulgando em tempo real a localização de ambas.
As vereadoras registraram denúncia e pediram a abertura de processo administrativo disciplinar contra o servidor. O presidente da Câmara, Inaldo Barbosa, em vez de apurar o caso, cortou os microfones das parlamentares e retirou-as ilegalmente de comissões.
As vereadoras recorreram ao Ministério Público, que cobrou providências contra o assediador. Em retaliação, o presidente da Câmara abriu processo de cassação contra Luana Silva e Raiane. O presidente é aliado do prefeito, que emprega a própria esposa e mais quatro parentes na administração municipal.
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) anunciou que defenderá o mandato de Luana Silva até o fim e que expõe publicamente qualquer vereador que votar pela cassação.
A vereadora Luana Silva publicou uma longa thread relatando o caso e pediu apoio da população. Nas redes sociais circula a hashtag #LuanaFica e um abaixo-assinado em defesa do mandato das vereadoras. A sessão de cassação está marcada para esta segunda-feira (18) na Câmara Municipal.
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