A Heineken anunciou nesta quinta-feira (12 de fevereiro de 2026) um plano de reestruturação que prevê a eliminação de até 6 mil postos de trabalho em todo o mundo. A medida faz parte de uma estratégia para reduzir custos e aumentar a competitividade diante da queda persistente na demanda por cerveja, especialmente em mercados maduros.
O grupo holandês estima que o corte representará entre 5% e 6% de seu efetivo global, que atualmente supera os 85 mil colaboradores. As demissões ocorrerão de forma gradual até o final de 2028, com foco principal na Europa, onde o consumo per capita tem caído ano após ano, e na região Ásia-Pacífico, afetada por pressões econômicas e concorrência intensa.
Além da redução de pessoal, o plano inclui o fechamento ou venda de algumas fábricas menos rentáveis, a simplificação de estruturas administrativas e a revisão de portfólio de marcas. A companhia espera gerar economias anuais de cerca de € 2 bilhões (aproximadamente R$ 12 bilhões) com essas iniciativas, parte das quais será reinvestida em inovação, marketing digital e expansão em categorias de bebidas de crescimento mais acelerado, como não alcoólicas e premium.
A Heineken atribui a decisão à combinação de fatores: inflação elevada que pressiona o poder de compra dos consumidores, preferência crescente por opções sem álcool ou com baixo teor alcoólico, e desaceleração econômica em vários países. No Brasil, segundo maior mercado da empresa depois dos Países Baixos, o impacto deve ser menor, uma vez que o país ainda registra crescimento no segmento de cervejas premium e no canal off-trade (supermercados e lojas de conveniência).
O comunicado oficial da Heineken destaca que o processo será conduzido com “respeito e diálogo” com os sindicatos e autoridades locais, priorizando realocações internas e programas de apoio aos funcionários afetados. A ação ocorre em um contexto de reestruturação semelhante adotado por outras grandes cervejarias globais, como AB InBev e Carlsberg, que também enfrentam desafios para manter margens em meio à estagnação do mercado tradicional de cerveja.
As ações da Heineken caíram cerca de 2% na bolsa de Amsterdã após o anúncio, refletindo preocupações de investidores com a execução do plano em um ambiente econômico ainda incerto.
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