Após Paulo Figueiredo negar risco, EUA propõem tarifa de 25% sobre o Brasil

Jornalista desmente retaliação imediata após visita de Flávio Bolsonaro a Washington, mas USTR conclui investigação e sugere tarifa geral.
Por: Brado Jornal 02.jun.2026 às 08h26 - Atualizado: 02.jun.2026 às 08h29
Após Paulo Figueiredo negar risco, EUA propõem tarifa de 25% sobre o Brasil
Ilustração / Reprodução / X
O jornalista Paulo Figueiredo negou qualquer possibilidade de aplicação imediata de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Ele acompanhou o senador Flávio Bolsonaro na comitiva recente à Casa Branca e afirmou que fontes diretas do governo americano garantem não haver decisão de retaliação no curto prazo.



Figueiredo classificou como falsas as reportagens que apontavam sanções iminentes, dizendo que elas se baseavam apenas em depoimentos de empresários brasileiros anônimos, sem contato real com autoridades dos Estados Unidos ou do Departamento de Estado.

Apesar da negativa, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) concluiu a investigação aberta em 2025 sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e propôs a aplicação de uma tarifa geral de 25% sobre mercadorias brasileiras, com algumas exceções.



Entre os principais motivos citados estão o sistema PIX, considerado concorrência desleal a meios de pagamento internacionais, decisões judiciais sigilosas que determinam remoção de conteúdo online, concessão de tarifas preferenciais a outros países, insuficiência no combate à corrupção, falhas no controle do desmatamento ilegal e questões de propriedade intelectual.

A proposta ainda não está em vigor. As conclusões serão debatidas em audiência pública marcada para 6 de julho, com prazo final para eventual adoção de medidas em 15 de julho de 2026.

Figueiredo reforçou que a investigação não tem ligação com a recente inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista americana de organizações terroristas. Ele defendeu que, caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial, será possível negociar um amplo acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos, eliminando a necessidade de qualquer sanção.

O caso mantém alta a tensão nas relações bilaterais em meio à campanha eleitoral. O governo Lula acompanha o processo com preocupação, enquanto o grupo bolsonarista minimiza os riscos e aposta em uma futura reaproximação caso vença as eleições.


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