Na noite de domingo, o Senado americano deu um passo decisivo rumo ao fim da paralisação governamental mais prolongada já registrada, ao aprovar por 60 votos contra 40 uma medida essencial para retomar as operações federais, encerrando o “shutdown”. O progresso veio depois que oito senadores democratas de perfil moderado firmaram um pacto com os líderes republicanos no Senado e com a Casa Branca, comprometendo-se a reabrir o governo em troca de uma votação futura sobre a prorrogação dos subsídios expandidos do Affordable Care Act (Lei de Acesso à Saúde).
Apesar do avanço, a reabertura total ainda enfrenta obstáculos significativos. Um único senador pode protelar a tramitação do pacote por dias. Além disso, a Câmara dos Deputados precisa ser reconvocada para endossar o entendimento alcançado no Senado antes que o texto siga para a assinatura do presidente Donald Trump.
Enquanto o Congresso busca uma solução definitiva, os impactos da paralisação continuam afetando o país inteiro. O secretário de Transportes, Sean Duffy, afirmou no domingo que espera ver as viagens aéreas “reduzidas a um mínimo” antes do feriado de Ação de Graças, conforme as companhias aéreas aplicam os cortes de voos exigidos pela FAA (Administração Federal de Aviação).
O Departamento de Agricultura determinou que os estados suspendam a distribuição plena dos benefícios do programa de assistência alimentar (food stamps) e que “desfaçam imediatamente” as ações adotadas para liberar a ajuda referente a novembro.
O bloqueio que imobilizou o governo há cinco semanas foi finalmente superado graças ao apoio de oito senadores democratas a um pacote que prevê votação posterior sobre a ampliação dos subsídios de saúde tema em debate há semanas e a garantia de recontratação dos servidores federais dispensados durante o shutdown.
O líder da minoria democrata no Senado, Dick Durbin, divergiu da cúpula partidária ao respaldar a proposta, ao lado dos democratas Catherine Cortez Masto, John Fetterman, Maggie Hassan, Jeanne Shaheen, Tim Kaine, Jacky Rosen e do independente Angus King. Entre os republicanos, apenas o senador Rand Paul votou contra.
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