O encerramento da janela de transferências internacional nesta terça-feira (3) impõe uma nova complicação ao Fluminense. As recentes chegadas do zagueiro Julián Millán e do atacante Rodrigo Castillo elevaram para 11 o número de jogadores estrangeiros no grupo, enquanto o regulamento do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil autoriza no máximo nove relacionados por partida.
Na prática, isso significa que, em cada confronto, pelo menos dois atletas de fora precisarão ser excluídos da relação. A escolha se torna complexa, especialmente considerando o status de vários nomes.
Lista de estrangeiros no elenco atual:
- Argentina: Freytes, Lucho Acosta, Germán Cano, Rodrigo Castillo
- Colômbia: Julián Millán, Santi Moreno, Kevin Serna
- Uruguai: Facundo Bernal, Agustín Canobbio
- Venezuela: Yeferson Soteldo, Jefferson Savarino
Alguns jogadores são vistos como praticamente indispensáveis. Lucho Acosta é titular fixo no meio-campo. Canobbio e Savarino brigam por vaga, mas aparecem com frequência. Millán chega para disputar posição na zaga, e Castillo, a contratação mais cara da história do clube, deve ganhar protagonismo no ataque.
Na defesa, a situação também pesa na equação. Com Jemmes titular e Ignácio como alternativa consolidada, a inclusão de Millán reorganiza a concorrência, deixando Freytes, por exemplo, mais próximo do banco. Ainda assim, é improvável que um zagueiro recém-contratado fique de fora das listas com frequência. Nesse contexto, Igor Rabello surge como candidato imediato a ser deixado de lado em algumas ocasiões.
No curto prazo, a lesão de Facundo Bernal alivia parcialmente a pressão. O uruguaio sofreu rompimento parcial do ligamento cruzado posterior do joelho em jogo contra o Palmeiras e deve ficar afastado por cerca de 30 dias, ficando naturalmente fora da conta dos nove permitidos durante esse período.
O caso mais delicado envolve Germán Cano. Ídolo recente do clube, o argentino perdeu espaço em 2025 devido a lesões e, neste ano, enfrenta mais um problema grave, com poucas expectativas de retorno imediato. John Kennedy é o titular no momento, e a chegada de Castillo intensifica a concorrência no setor ofensivo. Tecnicamente, Cano poderia ser um dos sacrificados em certas partidas, mas a decisão carrega peso político e simbólico.
Santi Moreno também entra na disputa pelas pontas, enquanto Soteldo costuma ser opção recorrente no banco, embora atue em faixa diferente dos centroavantes, o que torna as escolhas mais táticas.
A tendência aponta para uma gestão rotativa e dinâmica. Atualmente, Bernal é o primeiro excluído por lesão, e a segunda vaga deve variar de acordo com condição física, adversário e esquema tático. Nesse cenário inicial, Cano ainda em recuperação tende a ficar de fora ao lado do volante. Um eventual retorno do argentino ou do uruguaio pode colocar Santi Moreno como o principal ameaçado, já que o ponta colombiano é o atleta ofensivo menos utilizado no momento.
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