Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o cenário de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 45% das intenções de voto ante 37% do adversário. A diferença de oito pontos percentuais representa leve oscilação positiva para Lula em relação ao levantamento anterior.
O estudo, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança. O registro no TSE é BR-07181/2026.
Em junho, Lula registrava 44% e Flávio, 38%. Em maio, havia empate técnico. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, atribui a fragilidade da campanha de Flávio a fatores como o conflito público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afetou parte da base bolsonarista e da direita não alinhada.
A pesquisa também testou outros confrontos. Lula mantém liderança em todos:
- Contra Ronaldo Caiado (PSD): 45% a 36%
- Contra Romeu Zema (Novo): 45% a 35%
- Contra Renan Santos (Missão): 45% a 33%
A rejeição segue elevada para ambos os principais nomes: 57% rejeitam Flávio e 50% rejeitam Lula. Outros candidatos ainda são pouco conhecidos por grande parte do eleitorado.
No primeiro turno, Lula aparece com 40%, seguido por Flávio (28%), Caiado (4%), Renan Santos (3%) e Zema (2%). Brancos, nulos e indecisos somam 19%.
A aprovação do governo Lula chegou a 48%, superando numericamente a desaprovação de 47% pela primeira vez desde julho de 2025. A melhora é atribuída à percepção positiva sobre medidas econômicas, como o Desenrola.
A pesquisa é a primeira a medir o impacto de dois episódios recentes: o vídeo de Michelle Bolsonaro expondo desavenças com Flávio e a operação da PF contra o senador Jaques Wagner (PT), aliado de Lula, no caso Master. Cerca de metade dos entrevistados desconhecia o vídeo familiar, mas entre os que sabiam, 45% consideraram que Michelle acertou ao divulgá-lo. No campo da direita não bolsonarista, o apoio a Flávio caiu para 74%.
Apesar dos desafios, Flávio continua como o nome mais competitivo da oposição contra Lula, segundo a avaliação de Nunes. A dois meses e meio do primeiro turno, 65% dos eleitores afirmam que a escolha de voto já está definida.
O cenário revela um quadro polarizado, com Lula beneficiado pela recuperação da imagem do governo e Flávio enfrentando desgaste interno na família e na base conservadora.
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