O atacante Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira (31) a aposentadoria definitiva da seleção da Argentina. Em comunicado nas redes sociais, o jogador disse que a decisão “dói na alma”, mas que chegou o momento de deixar a Albiceleste.
“Falta pouco tempo e as fases da vida vão se encerrando, e esta é uma que me dói muito. Amo, amei e sempre amarei estar na seleção. Dei tudo de mim, já não tenho mais nada a oferecer e, além disso, há jovens excelentes vindo atrás que merecem estar aqui”, escreveu.
Messi também agradeceu o carinho dos 20 anos com a camisa e afirmou que passará a apoiar a equipe de fora do campo. “Vou sentir muita falta de ouvi-los de dentro de campo. Agora serei apenas mais um de vocês, apoiando e incentivando sempre de fora (nos bons e nos maus momentos, ainda mais nos maus)”, completou.
O craque representou a Argentina na base e no profissional entre 2004 e 2026. Pelo time adulto, marcou 125 gols em 207 partidas. Depois de décadas sem títulos, foi peça central na sequência de conquistas a partir de 2021: Copa América de 2021 e 2024, Finalíssima de 2022 e Copa do Mundo de 2022. Em 2026, a Argentina ficou com o vice para a Espanha.
Em Copas do Mundo, Messi saiu com 21 gols e 12 assistências, o maior número de participações em gols na história do torneio. Foi reserva em 2006, não marcou em 2010, ficou com o vice em 2014, caiu nas oitavas em 2018 e faturou o título em 2022, contra a França, nos pênaltis.
Ele já havia anunciado a saída da seleção em 2016, após o vice da Copa América para o Chile, mas voltou no ano seguinte. Agora, dez anos depois, o adeus é definitivo. No comunicado, Messi afirmou ter escrito o texto em 21 de julho, dois dias após a final, e que, depois do que ocorreu com o pai, ficou ainda mais convencido da decisão.
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