O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a substituição da prisão preventiva por domiciliar para Gustavo Marques Gaspar, que atuava como ex-assessor parlamentar do senador Weverton Rocha (PDT-MA). A decisão foi tomada em 11 de fevereiro de 2026.
Gaspar encontrava-se preso desde dezembro do ano anterior, quando foi incluído na fase final da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal para apurar irregularidades e desvios de recursos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A concessão da prisão domiciliar ocorreu motivada pela grave condição de saúde de Michelle Ribeiro Araújo, esposa do investigado. Laudos médicos apresentados indicam que ela apresenta incapacidade total para o trabalho, necessita de cuidados permanentes e exibe sequelas neurológicas permanentes, com dificuldades de coordenação motora e equilíbrio, conforme constatado em perícia realizada pela Polícia Federal.
O ministro destacou elementos como vídeos que demonstram os déficits neurológicos e reforçou a necessidade de assistência diária. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se favoravelmente à mudança do regime prisional, confirmando que Gustavo Gaspar é responsável pelos cuidados contínuos à companheira. O casal reside em São Luís (MA) e não conta com parentes próximos no Distrito Federal para auxiliar nos cuidados.
Mesmo com a alteração para o regime domiciliar, permanecem em vigor restrições: proibição de deixar o país e vedação de qualquer contato com demais investigados no esquema.
A defesa de Gustavo Marques Gaspar refutou as suspeitas, classificando-as como infundadas e “fantasiosas”, em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo. A assessoria informou que o investigado apresentará esclarecimentos à Polícia Federal assim que for formalmente intimado, o que ainda não aconteceu.
De acordo com as investigações da PF, Gaspar teria solicitado a abertura e administração de uma empresa em seu nome junto à equipe de Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, supostamente para facilitar o esquema de fraudes.
Interceptações de mensagens revelam orientações para entregas de “encomendas” ou “impressões”, termos interpretados pelos agentes como referências a repasses em dinheiro vivo.
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