A defesa de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, entregou na terça-feira (5 de maio de 2026) uma proposta de delação premiada na qual o empresário se compromete a restituir R$ 40 bilhões aos cofres públicos. O pagamento, porém, seria feito de forma parcelada ao longo de dez anos.
A sugestão está sendo formatada pelo advogado José Luis de Oliveira Lima, conhecido como Juca. No Supremo Tribunal Federal e na Procuradoria-Geral da República, a avaliação é de que o prazo de dez anos é “muito elástico”, o que comprometeria a recuperação rápida dos recursos.
Investigadores e técnicos veem no alongamento excessivo uma estratégia para ganhar tempo e buscar eventuais nulidades processuais que possam beneficiar o banqueiro no futuro. Há insatisfação tanto no STF quanto na PGR com a forma como a colaboração vem sendo apresentada, pois o parcelamento longo reduziria a efetividade da devolução de ativos, um dos principais objetivos da lei de delação premiada.
Os anexos com as informações oferecidas pela defesa já foram encaminhados à Polícia Federal e à PGR. O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, ainda não recebeu formalmente os documentos. A expectativa é que a análise da proposta comece entre junho e julho deste ano, após avaliação preliminar sobre a relevância das informações.
Caso homologada, a delação de Vorcaro tem potencial para expor autoridades dos Três Poderes. Eventuais vazamentos de detalhes devem ocorrer nos próximos meses, em período próximo às eleições de 2026.
A proposta surge no contexto da Operação Compliance Zero, que nesta quinta-feira (7) teve sua quinta fase deflagrada, com buscas inclusive na residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI).
📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO e receba os principais destaques do dia em primeira mão
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...