Justiça de SP mantém prisão de Deolane Bezerra

3ª Vara de Presidente Prudente confirma prisão preventiva na Operação Vérnix; sobrinhos de Marcola seguem foragidos
Por: Brado Redação 28.ago.2026 às 10h38
Justiça de SP mantém prisão de Deolane Bezerra
Reprodução

A 3ª Vara de Presidente Prudente decidiu, nesta quinta-feira (27), que Deolane Bezerra continuará presa. A mesma decisão vale para os demais réus da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao PCC. A reavaliação foi solicitada pelo Ministério Público porque a legislação exige uma nova análise da prisão preventiva a cada 90 dias.

A influenciadora e advogada está no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, desde 21 de maio.

O juízo entendeu que os fundamentos para a prisão permanecem: proteção da ordem pública e econômica, preservação da instrução processual, garantia da aplicação da lei penal, redução do risco de novas operações de lavagem de dinheiro e indícios de uma organização criminosa estruturada e permanente.

A Justiça também manteve as ordens de busca e captura de Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Os dois, apontados como sobrinhos de Marcola, líder do PCC, estão foragidos.

Segundo a denúncia, o grupo teria três frentes de atuação. No núcleo decisório estariam Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. Haveria ainda um núcleo operacional e outro financeiro. A acusação coloca Deolane neste último. O Gaeco a descreve como uma das principais integrantes do núcleo financeiro, responsável por ocultar dinheiro ilícito em contas pessoais e de empresas e por converter os valores em bens de alto valor.

Para o Ministério Público, o fato de Paloma e Leonardo permanecerem foragidos reforça a necessidade da prisão preventiva, com o objetivo de garantir a aplicação da lei penal.

A Operação Vérnix investiga a suposta ocultação de recursos ligados a atividades ilícitas do PCC. Documentos fiscais, bancários e laudos apontariam grandes movimentações financeiras e a conversão do dinheiro em ativos com aparência de legalidade. A Promotoria também menciona o uso de empresas de fachada



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