Hamas descarta negociação com Israel e diz ter como missão ‘evitar que a ocupação continue os massacres’

Catar estava tentando negociar com o lados envolvidos no confronto, mas não houve avanços até o momento
Por: Brado Jornal 09.out.2023 às 16h06
Hamas descarta negociação com Israel e diz ter como missão ‘evitar que a ocupação continue os massacres’

O grupo Hamas, que atacou Israel no sábado, 7, e mantém o confronto, descartou nesta segunda-feira, 9, a negociação de prisioneiros, disse um membro da cúpula política do grupo, em Doha. “A operação militar continua (…), portanto atualmente não há possibilidade de negociação sobre a questão dos prisioneiros ou qualquer outra coisa”, disse Hossam Badran. “A nossa missão agora é fazer todo o possível para evitar que a ocupação continue cometendo massacres contra o nosso povo em Gaza, atingindo diretamente as casas de civis”, acrescentou. Mais cedo, havia relatos de que o Catar, o maior apoiador árabe dos palestinos em Gaza, havia iniciado uma tentativa de mediação de troca de prisioneiros. Representantes do governo catari, ouvidos em anonimato, disseram as agências internacionais que instaram os militares palestinos a liberar crianças e mulheres que foram retiradas à força de Israel. Porém, apesar das especulações que saíram e até mesmo de um possível acordo entre os envolvidos na guerra, as chances reais de acordo entre Israel e Hamas parece nulas no momento.

Segundo uma fonte do governo israelense, ouvida Jewish News Syndicate, o governo israelense negou qualquer intenção do país em negociar uma troca de prisioneiros ou manter qualquer janela de diálogo com os extremistas. Mediadores do Catar realizaram chamadas urgentes para tentar negociar a libertação de mulheres e crianças israelenses capturadas por grupo militante e mantidas em Gaza em troca da libertação de 36 mulheres e crianças palestinas das prisões israelenses, disse uma fonte informada sobre as conversas. “Estamos em contato constante com todos os lados no momento. Nossas prioridades são acabar com o derramamento de sangue, libertar os prisioneiros e garantir que o conflito seja contido sem nenhuma propagação regional”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed Al-Ansari, sem entrar em detalhes. Mas não há sinais de avanços.

O Catar é o maior apoiador árabe dos palestinos em Gaza, embora no mês de maio tenha realizado, juntamente com o Egito – signatário da paz com Israel em 1979 – esforços de mediação para uma trégua entre o Estado judeu e os palestinos após cinco dias de uma intensa escalada que deixou ao menos 35 mortos, a grande maioria deles habitantes de Gaza. O confronto entre o grupo palestino Hamas e Israel já soma ao menos 1.376 mortos e uma onda de destruição. De acordo com o último balanço das autoridades, foram 800 mortes em Israel, 560 na Faixa de Gaza e 16 na Cisjordânia.



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