A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã executou uma nova série de ataques com mísseis e drones direcionados a Israel, conforme divulgado pela mídia estatal do país nesta quarta-feira (4). O anúncio ocorreu logo após um pronunciamento televisionado de Abdollah Javadi Amoli, clérigo sênior de 92 anos, membro da Assembleia de Peritos e figura religiosa de alto escalão responsável por debates sobre a sucessão do aiatolá Ali Khamenei.
No discurso, Javadi Amoli fez ameaças explícitas contra Israel e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano). Ele afirmou que “derramar o sangue de israelenses e de Trump é o que se exige dos muçulmanos xiitas devotos hoje em dia”, posicionando tal ação como uma obrigação religiosa em meio ao conflito atual.
O confronto no Oriente Médio entra no quinto dia, marcado pela morte do aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, líder supremo do Irã desde 1989, em bombardeio conjunto de Estados Unidos e Israel realizado no sábado (28 de fevereiro). O ataque atingiu proximidades do escritório de Khamenei e instalações governamentais. Em resposta, o Irã retaliou com ofensivas contra 14 nações, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein e Kuwait, todos aliados dos EUA na região.
De acordo com a agência de direitos humanos Hrana, os ataques contra o Irã resultaram em 1.097 mortes e 5.402 feridos, entre eles 100 crianças. A escalada reflete a intensificação das tensões após a eliminação do principal líder iraniano, com declarações iranianas enfatizando vingança e dever religioso contra figuras como Trump e israelenses.
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