O conflito no Oriente Médio entre EUA, Israel e Irã entra no quarto dia com escalada de violência.

Mortes no Irã chegam a 787 em ataques conjuntos de EUA e Israel
Por: Brado Jornal 03.mar.2026 às 09h21
O conflito no Oriente Médio entre EUA, Israel e Irã entra no quarto dia com escalada de violência.
Foto: APE
A mídia estatal iraniana informou nesta terça-feira (3) que o número de vítimas fatais no país subiu para 787, segundo dados do Crescente Vermelho, organização humanitária equivalente à Cruz Vermelha no Oriente Médio.

O balanço foi atualizado no quarto dia do confronto, iniciado no sábado (28), e veio horas depois de novos bombardeios israelenses sobre Teerã, a capital iraniana o que sugere que vítimas de ações desta terça ainda podem não estar incluídas na contagem.

Entre as vítimas destacam-se 165 pessoas mortas em um ataque a uma escola feminina, cujos funerais ocorreram nesta terça sob organização do governo iraniano.

O conflito começou com uma ofensiva maciça de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que incluiu bombardeios em Teerã e outras cidades. Os ataques resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, além de altos comandantes militares e autoridades governamentais.

Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra território israelense e bases militares americanas na região, expandindo os combates para outros países do Oriente Médio. A troca de fogo continua diariamente, com bombardeios afetando tanto Irã quanto Israel.

Do lado americano, o Pentágono confirmou no domingo que seis militares foram mortos desde o início da guerra. O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu à notícia afirmando:

"Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização."

Paralelamente, Israel autorizou o avanço terrestre de suas forças no sul do Líbano, com o ministro da Defesa, Israel Katz, declarando que o objetivo é assumir o controle de posições estratégicas adicionais para impedir disparos contra comunidades israelenses na fronteira. Tropas já realizam incursões na região, em meio a tensões com o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.

A guerra, motivada principalmente por preocupações com o programa nuclear iraniano e ações contra instalações de armas, já causa centenas de mortes e feridos em múltiplos países da região, com perspectivas de prolongamento do conflito.


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