Trump prioriza conter programa nuclear do Irã acima dos preços do petróleo

Presidente dos EUA afirma que impedir armas nucleares iranianas supera ganhos econômicos com alta do barril em meio a bloqueio no Estreito de Ormuz
Por: Brado Jornal 12.mar.2026 às 21h28
Trump prioriza conter programa nuclear do Irã acima dos preços do petróleo
Roberto Schmidt/Getty Images
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou em publicação na rede social Truth Social que a principal prioridade de seu governo é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, colocando essa meta acima dos benefícios econômicos decorrentes da alta nos preços do petróleo.

Trump reconheceu que os EUA, como o maior produtor mundial de petróleo, lucram significativamente quando os valores sobem, mas enfatizou que, em sua visão, isso é secundário diante do risco representado por um "regime maligno" iraniano. Ele alertou que armas nucleares nas mãos do Irã poderiam devastar o Oriente Médio e ameaçar o mundo inteiro.

A declaração ocorre em meio ao conflito envolvendo ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, que resultou no bloqueio do Estreito de Ormuz, corredor por onde transita cerca de 20% do petróleo e gás globais. O barril chegou a US$ 119 nos mercados internacionais no pico da crise, caindo para cerca de US$ 90 na segunda-feira (9.mar). Para mitigar o impacto, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou na quarta-feira (11.mar) a liberação recorde de 400 milhões de barris de reservas estratégicas de seus 32 países-membros.

Trump mencionou ainda que o governo avalia suspender temporariamente sanções ao petróleo russo para aumentar a oferta global durante o bloqueio. Ele também destacou ter mantido uma "muito boa" conversa telefônica com o presidente russo Vladimir Putin sobre o conflito e o mercado de energia.

Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária declarou que não permitirá a saída de "um litro de petróleo" do Oriente Médio enquanto persistirem os ataques ocidentais. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, rejeitou qualquer retomada de negociações com Washington.


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