A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (13) mais uma etapa de investigação envolvendo o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em residências, escritório e outros endereços ligados ao parlamentar na Bahia e no Distrito Federal. A medida, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, incluiu o bloqueio de R$ 24 milhões em contas de investigados.
De acordo com relatório enviado pela corporação ao STF, existem indícios de que o deputado teria recebido propina, de forma direta e indireta, em troca da destinação de emendas parlamentares a pelo menos três municípios baianos. A PF sustenta que a participação dele no esquema foi além da simples indicação de recursos, com envolvimento ativo em negociações ilícitas e desvio de verbas públicas entre 2021 e 2024.
As apurações indicam que um ex-secretário parlamentar, já alvo em fase anterior da operação, atuava como intermediário do deputado. Esse assessor teria negociado com prefeitos os pagamentos indevidos em troca da liberação das emendas, manipulando processos e organizando o repasse das vantagens.
Félix Mendonça Júnior manifestou surpresa com a nova ação. Em nota divulgada, o parlamentar lembrou que já havia sido alvo de operação semelhante em junho de 2025, sem que qualquer prova contra ele tenha sido encontrada nos últimos meses. Ele classificou a diligência como estranha, principalmente pela falta de elementos novos que a justifiquem.
O deputado destacou que tem prestado total colaboração às investigações, inclusive por meio de seus advogados José Eduardo Rangel de Alckmin e Sebastian Borges de Albuquerque Mello. Ele expressou confiança plena na Justiça e lamentou o ritmo lento de apurações desse tipo, que afetam a imagem pessoal e causam danos políticos, sobretudo em período de eleições. Por isso, defendeu que os trabalhos avancem de forma ágil e responsável.
Félix Mendonça Júnior negou qualquer irregularidade. Afirmou que jamais negociou a execução de emendas, nunca indicou empresas para contratação e não exerce função de ordenador de despesas. Segundo ele, sua atuação sempre se limitou a apresentar emendas parlamentares com o objetivo de direcionar recursos federais para os municípios da Bahia que representa.
Em seu quarto mandato, o parlamentar ressaltou que sua conduta política é orientada pela legalidade, transparência e respeito às instituições. Ele se colocou completamente à disposição da Justiça e manifestou certeza de que sua inocência será reconhecida ao final do processo.
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