Daniel Vorcaro, banqueiro e proprietário do Banco Master, foi transferido na manhã desta sexta-feira, 6 de março de 2026, da Penitenciária Federal de Potim, no interior de São Paulo, para a Penitenciária Federal em Brasília. A operação de transferência envolveu escolta aérea e terrestre realizada pela Polícia Penal Federal, com veículos saindo do presídio por volta das 11h39.
A transferência ocorreu após determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, emitida na quinta-feira, 5 de março, atendendo a pedido da Polícia Federal para garantir a integridade física do preso e evitar interferências nas investigações.
Vorcaro ficará isolado em uma cela de nove metros quadrados na penitenciária de Brasília, que conta com 208 celas.Vorcaro foi preso preventivamente na quarta-feira, 4 de março, na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça, ameaças e invasão de dispositivos informáticos. Junto com ele, foram detidos seu cunhado Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro, Luiz Phillipi Mourão, responsável por ações de monitoramento e intimidação, e Marilson Roseno, policial federal aposentado envolvido na coleta de informações.
As investigações revelam a existência de uma estrutura organizada dividida em quatro núcleos: financeiro, de corrupção institucional, de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, e de intimidação e obstrução de justiça. Vorcaro é considerado o líder do grupo, que mantinha uma milícia privada denominada "A Turma" para vigiar e intimidar adversários, autoridades e jornalistas.
Mensagens indicam orientações para intimidação de inimigos, e o esquema causou danos bilionários.
Pagamentos de propinas a ex-dirigentes do Banco Central, incluindo viagens de luxo para a Disney, foram identificados em troca de informações sigilosas e auxílio em documentos. A operação teve início no final de 2025, com a primeira fase em novembro, quando Vorcaro foi preso temporariamente ao tentar embarcar para os Emirados Árabes Unidos. Na segunda fase, em 14 de janeiro de 2026, endereços ligados a ele foram alvo de buscas e bens foram bloqueados em até R$ 5,7 bilhões.
Esta é a terceira transferência de Vorcaro em três dias desde a prisão, tendo passado inicialmente pela superintendência da Polícia Federal em São Paulo e depois pela Penitenciária Federal de Potim.
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