O criminoso conhecido como “Pai Pequeno” funciona como autoridade máxima em julgamentos informais no Quartel-General do Comando Vermelho (CV) no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Armado com fuzil e pistola, ele determina quem deve ser executado no chamado “tribunal do crime” da organização, mesmo operando muitas vezes à distância.
Apontado como homem de confiança da facção, o bandido ocupa posição hierárquica logo abaixo de Val Bandeira, atualmente preso em presídio federal. Sua atuação reforça o domínio do CV na região desde a chegada do grupo à Bahia, em 2020, período marcado pelo acirramento de disputas territoriais pelo controle do tráfico de drogas.
A Polícia Civil deflagrou recentemente operação no local para desarticular núcleos da organização criminosa. Apesar dos esforços das forças de segurança na última quinta-feira (7), o principal líder do CV na área permaneceria escondido em morros do Rio de Janeiro. As ações policiais levaram ao reforço da presença de agentes no complexo.
“Pai Pequeno” é descrito como implacável nas decisões, simbolizando o poder paralelo exercido pela facção em uma das maiores comunidades de Salvador. O esquema de “justiça” interna inclui julgamentos sumários que resultam em mortes, contribuindo para o clima de violência e medo na região.
O caso evidencia a estrutura hierárquica consolidada do Comando Vermelho na Bahia, com rede de chefes que sustenta o controle territorial mesmo diante de investidas policiais. Val Bandeira, mesmo encarcerado, continua exercendo influência simbólica sobre o grupo.
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