Defesa de Mamãe Falei diz que áudios vazados não são provas válidas para cassação

No documento, o advogado do parlamentar cinta um trecho da autobiografia de Sergio Moro
Por: Brado Jornal 17.mar.2022 às 21h07
Defesa de Mamãe Falei diz que áudios vazados não são provas válidas para cassação

Nesta quinta-feira (17), o deputado estadual Arthur do Val (sem partido), conhecido como Mamãe Falei, entregou sua defesa prévia ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na qual pede o arquivamento das representações contra ele por se basearem “em provas obtidas de forma ilícita”.

Na defesa, o  advogado do parlamentar, Paulo Henrique Franco Bueno, alega os áudios sexistas que ele enviou a amigos não podem ser usados como prova para cassar o mandato dele por serem “mensagens privadas” vazadas “ilicitamente”.

“Desse modo, resta claro que mensagens privadas enviadas em grupo privado de amigos e ilicitamente ‘vazadas’ não têm força probatória e devem ser consideradas inadmissíveis em qualquer processo, por afrontar direitos fundamentais estabelecidos na Carta Maior da República”, escreve o advogado.

No documento, Bueno ainda citou trecho da autobiografia do ex-juiz e pré-candidato à Presidência da República Sergio Moro, do livro “Contra o Sistema da Corrupção”, escrito pelo ex-ministro Sergio Moro (Podemos), para embasar a sua tese.

“A regra da exclusão das provas ilícitas em processo, a denominada ‘exclusionary rule’, é uma criação das Cortes de Justiça norte-americanas. […] O argumento, em resumo, é de que o Estado não pode incentivar o desprezo à lei a pretexto de combater o crime.”



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Flávio Bolsonaro e Valdemar se reúnem com empresários em Miami
Senador amplia contatos com o setor privado após avanço nas pesquisas eleitorais; presidente do PL participou do jantar
João de Deus tem pena reduzida de quase 500 para 214 anos de prisão
Líder religioso, condenado por crimes sexuais em múltiplos processos, teve sentenças reavaliadas pelo Tribunal de Justiça de Goiás após recursos da defesa
Vereador do PT critica governo Jerônimo por “requentar” apoios
Alex Tanuri afirma que anúncios de adesões em Juazeiro não representam novidade e cobra mais investimentos do Executivo estadual.
Chico Salles busca recuperar prejuízo no Banco Master
Empresário baiano, fundador de importantes instituições de ensino e editora, processa executivos após perder centenas de milhares de reais em investimentos no banco liquidado
Partido Missão tem sua primeira lei sancionada pela Presidência da República
Lei nº 15.397/2026 endurece penas para crimes patrimoniais e tipifica novas condutas no Código Penal
Pesquisa indica estabilidade eleitoral em grandes estados para 2026
Levantamento Genial/Quaest mostra que disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro reproduz divisão de 2022, com ajustes regionais
Carregando..