PCC queria sequestrar Moro no 2° turno das eleições

Despacho da juíza Gabriela Hardt revela o plano inicial da facção criminosa
Por: Brado Jornal 24.mar.2023 às 06h37
PCC queria sequestrar Moro no 2° turno das eleições
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) votando no segundo turno das eleições de 2022 | Foto: Divulgação

Inicialmente, o plano dos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) era sequestrar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) no segundo turnos das eleições de 2022. A informação consta no despacho da juíza federal de Curitiba Gabriela Hardt, divulgado nesta quinta-feira, 23, pelo jornal O Estado de S. Paulo.


Na quarta-feira 22, a Polícia Federal iniciou uma operação contra 11 integrantes do PCC, que tentaram sequestrar e matar Moro também neste ano. No documento, a magistrada detalha todo o plano dos criminosos tendo como ponto de partida o relato de um ex-integrante do PCC.


“As ações para atacar ao senador iniciaram-se, efetivamente, em setembro do ano passado, justamente no período eleitoral”, explicou. Segundo Gabriela, o senador ficou escoltado por 180 dias (até 24 de outubro de 2021). Nesse sentido, os criminosos encontraram uma “janela de oportunidade” para atacar Moro.


O PCC usava códigos para planejar a ação contra o ex-juiz. Moro era chamado de “Tóquio” e seu sequestro recebeu o apelido de “Flamengo”. Os bandidos monitoraram a vida do senador, levantando diversas informações sobre o ex-ministro e sua família.


Até mesmo o local onde Moro iria votar no segundo turno foi estudado pelos criminosos. A polícia soube da atuação do PCC em Curitiba há pelo menos seis meses. Os integrantes da facção estavam presencialmente na cidade. Eles compraram veículos e alugaram imóveis.


Uma das residências alugadas pelos criminosos está localizada entre o escritório de advocacia da família Moro e um antigo apartamento que é bem próximo da casa do senador. As informações sobre a família eram anotadas a mão em um caderno escolar que foi apreendido pela polícia. Confira abaixo:




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