“Vexame para a política externa brasileira”, declara Bolsonaro sobre Lula

Também mencionou João Pedro Stédile, presidente do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que fez parte da comitiva de Lula na viagem à China.
Por: Brado Jornal 17.abr.2023 às 06h39
“Vexame para a política externa brasileira”, declara Bolsonaro sobre Lula

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (16.abr.2023) que as declarações recentes do Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são um “vexame para a política externa brasileira”. Em viagem à China, Lula afirmou que os Estados Unidos e a União Europeia precisam parar de incentivar a guerra na Europa para que negociações pela paz possam avançar.


“Da China o cara acusa os EUA de incentivar a guerra. Diz também que o conflito, no momento só está interessando a [presidente da Rússia, Vladimir] Putin e a [presidente da Ucrânia, Volodymyr] Zelensky. Lula, Dilma e [João Pedro] Stédile, juntos, mais um vexame para a política externa brasileira”, disse no Twitter.


Ao chamar a diplomacia de Lula de “vexame”, Bolsonaro mencionou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que assumiu a presidência do NBD (Novo Banco de Desenvolvimento), o Banco dos Brics. Também mencionou João Pedro Stédile, presidente do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que fez parte da comitiva de Lula na viagem à China.


Na publicação, Bolsonaro compartilhou vídeo de trecho da fala de Lula a jornalistas em Pequim. “É preciso que os Estados Unidos parem de incentivar a guerra e comecem a falar em paz. É preciso que a União Europeia comece a falar em paz para a gente poder convencer o Putin e o Zelensky de que a paz interessa a todo mundo e a guerra só está interessando por enquanto aos 2”, disse o petista na 6ª feira (14.abr).


No sábado, em visita aos Emirados Árabes, Lula responsabilizou Ucrânia e Rússia pelo conflito. A fala do presidente desconsidera que a 1ª atitude bélica em 24 de fevereiro de 2022 foi da Rússia, quando o exército russo invadiu e bombardeou regiões soberanas da Ucrânia. Depois, os ucranianos revidaram e a guerra passou a escalar.


O presidente tem defendido criar um grupo de países “que não têm nenhum envolvimento com a guerra” para incentivar o diálogo e restauração da paz. Na época em que guerra foi iniciada, Bolsonaro defendeu a neutralidade do Brasil no conflito.


Aliado de Bolsonaro, o ex-ministro e senador, Ciro Nogueira (PP-PI), também criticou as declarações de Lula ao afirmar que o petista faz diplomacia de “vingança e ódio”.


Créditos: Poder 360.



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