Deltan Dallagnol faz prognóstico negativo e afirma: “Moro será o próximo cassado”

Após a decisão unânime do TSE, Deltan pode recorrer ao próprio tribunal eleitoral, com embargos de declaração (as chances de reversão são remotíssimas), e também ao Supremo Tribunal Federal.
Por: Brado Jornal 22.mai.2023 às 06h36
Deltan Dallagnol faz prognóstico negativo e afirma: “Moro será o próximo cassado”
Deltan Dallagnol perdeu o mandato de deputado federal após ter o registro de candidatura cassado pelo TSE — Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos-PR), que teve o registro de sua candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral na terça-feira, 16, o que resultou na perda do mandato de deputado federal que havia obtido na última eleição, disse que o próximo político da lista a passara pela mesma situação será o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), que, como ele, foi um dos expoentes da Operação Lava Jato.


“A decisão do TSE deixou não só a mim, mas todo mundo perplexo. Embora eles (ministros do TSE) tenham dito que eu fraudei a lei, foram eles quem fraudaram a Constituição. E eu acredito que o próximo será o [senador Sergio] Moro, pois existe uma forte pressão por parte do sistema corrupto que me cassou e vai para cima do Moro”, afirmou.


Após a decisão unânime do TSE, Deltan pode recorrer ao próprio tribunal eleitoral, com embargos de declaração (as chances de reversão são remotíssimas), e também ao Supremo Tribunal Federal.


Para os julgadores da Corte eleitoral, Dallagnol não poderia ter pedido exoneração do Ministério Público Federal para se candidatar ao cargo de deputado, pois pesavam contra ele quinze processos administrativos que poderiam resultar em punição administrativa. Caso isso ocorresse, ele estaria enquadrado na Lei da Ficha Limpa. “O recorrido agiu para fraudar a lei, uma vez que praticou uma série de atos para obstar processos disciplinares contra si, e, portanto, elidir a inelegibilidade”, afirmou Benedito Gonçalves, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, após receber o caso da primeira instância. A cassação foi aprovada por unanimidade pelos sete ministros.


Créditos: VEJA.



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