Bolsonaro inelegível não tira extrema-direita do jogo, diz Gleisi

Presidente do PT declarou que espectro político precisa aprender a participar do processo democrático
Por: Brado Jornal 03.jul.2023 às 05h54
Bolsonaro inelegível não tira extrema-direita do jogo, diz Gleisi
Hamilton Ferrari/Poder360 - 1º.jul.2023

A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), disse neste sábado (1º.jul.2023) que a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não tira a “extrema-direita do jogo político”. Ela afirmou que a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi “pedagógica” e “educadora” para que haja um processo democrático que atenda às regras.

“Bolsonaro não sabe fazer política num jogo democrático. A extrema-direita tem de aprender que se quiser fazer a disputa tem que ser no processo democrático”, declarou Gleisi em entrevista a jornalistas no 26º Encontro do Foro de São Paulo. O evento está sendo realizado no Hotel San Marco, em região nobre de Brasília.

Ela estava acompanhada do ex-deputado federal e secretário-geral nacional do PT, Henrique Fontana, e de Mônica Valente, secretária-executiva do Foro de São Paulo.

“A democracia tem que prevalecer. É óbvio que uma decisão dessa, como ontem, não tira a extrema-direita do jogo político. O bolsonarismo continua aí e a gente sabe disso. Continua com força, continua atuando. Mas isso também vai dar dimensão a eles até onde eles podem ir”, defendeu Gleisi.

A presidente do PT disse que Bolsonaro não pode ganhar na democracia e depois sabotar o processo. Ela declarou que será importante o julgamento dos “outros atores da turma do Bolsonaro” responsáveis pelos atos do 8 de Janeiro. “Essas pessoas têm que saber que a democracia tem que prevalecer”, afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do evento na 5ª feira (29.jun.2023) e cobrou união da esquerda na América Latina.

DEMOCRACIA & LULA

Gleisi foi questionada sobre Lula ter dito na 6ª feira (30.jun.2023) que a democracia é um conceito “relativo”, ao tratar sobre o regime de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. A presidente do PT declarou que não é “comentarista” das falas do chefe do Executivo brasileiro.

“A democracia para mim tem que ser efetiva. Vai muito além das liberdades consagradas e que têm que ser respeitadas. Mas também tem que atingir o direito das pessoas: da comida, acesso ao trabalho, educação, escola. Democracia efetiva é isso. Todos os países têm desafios em relação a suas democracias”, afirmou a deputada.



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