Moraes mantém em sigilo relatório da Abin que tentou ligá-lo ao PCC

Ministro retirou o sigilo de decisão que permitiu busca e apreensão, mas mantém relatório da Abin em segredo
Por: Brado Jornal 26.jan.2024 às 12h26 - Atualizado: 26.jan.2024 às 11h26
Moraes mantém em sigilo relatório da Abin que tentou ligá-lo ao PCC
Marcelo Camargo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, manteve o sigilo de um relatório produzido pela Abin que tenta ligá-lo ao grupo criminoso PCC. O documento foi citado 3 vezes na decisão que baseou uma operação de busca e apreensão contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) nesta quinta-feira (25).

No despacho do ministro, o arquivo nomeado como “Prévia Nini.docx” é descrito como um documento que tenta “associar deputados federais, bem como o excelentíssimo relator Alexandre de Moraes e outros congressistas, à organização criminosa PCC”.

O ministro Gilmar Mendes também teria sido citado no documento em questão, segundo a investigação da Polícia Federal citada por Moraes.

Esse arquivo teria sido produzido pelos integrantes de uma operação da Abin chamada de “Portaria 157”, composta por 5 funcionários da agência de 2019 a 2021.

Segundo o ministro Alexandre de Moraes, a atuação desse grupo “caracteriza outra evidência de instrumentalização da Abin”.

Ela teria como objetivo a obtenção de ONG “conforme entendimento da Abin” eventualmente vinculada ao PCC. “As ações apresentaram viés político de grave ordem”, escreveu o ministro.



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