Suspeita de matar namorado com brigadeirão envenenado se entrega à polícia

Júlia Pimenta compareceu à delegacia no Rio de Janeiro na noite desta terça-feira (04)
Por: Brado Jornal 05.jun.2024 às 10h34
Suspeita de matar namorado com brigadeirão envenenado se entrega à polícia
Reprodução

Júlia Andrade Carthemol, suspeita de envenenar e matar o empresário e namorado Luiz Marcelo Antônio Ormond, se entregou à polícia e foi presa na noite desta terça-feira (4). Um vídeo mostra o momento em que ela chega à 25ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro. Veja acima.

Júlia prestou depoimento na delegacia no dia 22 de maio. Desde então, ela era considerada foragida. No dia do depoimento, o delegado responsável pelo caso disse que ainda não havia base legal para prendê-la.

A polícia acredita que Júlia tenha recebido ajuda para se esconder na Região dos Lagos. Nesta terça-feira, a advogada dela confirmou que a suspeita se entregaria.

Ainda nesta terça, prestaram depoimento também a mãe e o padrasto de Júlia, Carla Cathermol e Marino Leandro. Eles chegaram à 25ª DP para depor pouco depois das 19h. Os dois foram ouvidos em salas separadas.

Os depoimentos estavam marcados para as 15h. No entanto, como Carla e Marino não compareceram voluntariamente à delegacia, os dois foram conduzidos por agentes de Maricá, onde moram, até o Rio.


O caso

O corpo de Luiz foi encontrado por bombeiros no dia 20 de maio, em estado de decomposição avançado, no apartamento onde morava no Engenho Novo, na Zona Norte. O cheiro chamou a atenção de vizinhos, que acionaram o socorro.

Para a polícia, Júlia, namorada de Luiz, é a principal suspeita de cometer o crime para ficar com os bens da vítima. Os dois viviam juntos há um mês.

"A motivação é econômica. Nós temos elementos que a Júlia estava em processo de formalização de uma união estável com a vítima. Mas, em determinado momento, o que nos parece, é que a vítima desistiu da formalização da união", disse o delegado Marcos Buss, titular da 25ª DP.

"Isso até robustece a hipótese de homicídio e não de um latrocínio, puro e simples, porque o plano inicial me parecia ser realmente eliminar a vítima depois que essa união estável estivesse formalizada", analisou o delegado.


Receita para comprar remédio

Na segunda-feira (3), um funcionário de uma farmácia afirmou em depoimento à polícia que Júlia apresentou uma receita médica para comprar o remédio Dimorf, um medicamento à base de morfina.

A suspeita é que o medicamento, comprado no dia 6 de maio, tenha sido usado no brigadeirão que o empresário comeu. A polícia suspeita que Luiz tenha morrido no dia 17, três dias antes de o corpo ter sido achado.

No depoimento, o funcionário afirmou que viu Júlia sair de um carro alto, prata, pelo banco do carona, antes da compra. Os representantes da farmácia apresentaram um documento interno que comprova a compra de R$ 158 pelo medicamento. Eles prometeram levar a receita à delegacia em uma próxima oportunidade.

Um homem que se dizia o atual namorado de Júlia também foi ouvido. Ele entrou rapidamente no local e não quis falar com a imprensa.

A Polícia Civil também pediu medidas cautelares para detectar as movimentações financeiras de Júlia.

A polícia destaca que alguns bens de Luiz Marcelo já foram recuperados. "Já recuperamos alguns bens da vítima, o automóvel da vítima, devo me preocupar com a localização dessas armas, que podem ou não estar na posse da Júlia", destacou o delegado.



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