Fim da escala 6×1 repercute nas redes sociais

A proposição defende que o país adote uma jornada de trabalho de 4 dias e 3 de descanso, substituindo o modelo atual de 6×1
Por: Brado Jornal 11.nov.2024 às 10h37
Fim da escala 6×1 repercute nas redes sociais
Reprodução/Redes Sociais

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) visa não apenas acabar com o modelo de jornada 6×1, que prevê uma folga semanal, mas também reduzir o limite de horas semanais trabalhadas no Brasil, permitindo a adoção do modelo de quatro dias de trabalho.

A proposição defende que o país adote uma jornada de trabalho de 4 dias e 3 de descanso, substituindo o modelo atual de 6×1.

A proposta destaca que a mudança reflete um movimento global em direção a modelos de trabalho mais flexíveis, reconhecendo a necessidade de adaptação às novas demandas do mercado e às expectativas de melhor qualidade de vida para os trabalhadores e suas famílias. Para que a proposta seja discutida no Congresso, é necessário o apoio de ao menos 171 parlamentares, já que trata de uma alteração na Constituição. Até sexta-feira, 71 assinaturas haviam sido coletadas, e no domingo, o apoio já havia subido para cerca de 100, com o tema ganhando popularidade nas redes sociais e gerando pressão sobre os deputados.

Em entrevista ao GLOBO, Erika Hilton explicou que o objetivo inicial da proposta não é fixar um modelo exato, mas estimular o debate no Parlamento sobre a jornada de trabalho no Brasil. Ela ressaltou que a PEC é apenas o início de uma discussão, com a deputada planejando realizar uma audiência pública para buscar um “denominador comum” entre os parlamentares sobre a questão.

A carga horária semanal atual está estabelecida no artigo 7º da Constituição Federal, que assegura aos trabalhadores um expediente de no máximo oito horas diárias e 44 semanais. A proposta de Erika, protocolada em 1º de maio deste ano, sugere reduzir esse limite para 36 horas semanais, sem alterar a carga diária de oito horas. A deputada acredita que a mudança é viável e serve como ponto de partida para um debate sobre o que é melhor para a classe trabalhadora.

Em relação à resistência, Erika afirmou que, embora a proposta enfrente desafios, ela pretende criar um canal de diálogo entre trabalhadores, governo e setor privado. A deputada ressaltou que, embora muitos temam que a economia seja prejudicada pela mudança, diversos estudos mostram que é possível remodelar o modelo de trabalho sem impactos negativos significativos.

Além disso, a proposta de redução da jornada busca garantir que a mudança não resulte em diminuição salarial, preservando o poder de compra e a estabilidade econômica dos trabalhadores, o que contribuiria para a dinâmica da economia. A deputada também cita resultados positivos de programas pilotos com o modelo 4×3, como o realizado no Reino Unido, onde 39% dos participantes relataram menos estresse e 71% experimentaram uma redução nos sintomas de burnout. As empresas também notaram ganhos, como uma redução na rotatividade dos funcionários e um pequeno aumento na receita.

A PEC também sugere que a implementação dessa jornada de trabalho poderia gerar até 6 milhões de novos postos de emprego. A deputada finaliza a proposta afirmando que ela posicionaria o Brasil na vanguarda das discussões sobre o futuro do trabalho, alinhando as práticas trabalhistas do país com as tendências globais de flexibilização e humanização dos ambientes de trabalho.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Deputada Roberta Roma permanece internada após infarto durante agenda de campanha
Parlamentar do PL passou por cateterismo em Salvador, está estável na UTI e tem a campanha mantida pelo partido enquanto segue orientação médica
Carregando..