"Sou candidato até minha morte política ser para valer", diz Bolsonaro

O ex-presidente afirmou que, embora inelegível, será candidato até que sua “morte política seja anunciada para valer”
Por: Brado Jornal 13.nov.2024 às 09h24
Fernando Frazão/Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que, apesar de estar inelegível até 2030, seguirá como candidato à Presidência da República até que sua “morte política seja anunciada para valer”.

Bolsonaro afirmou ter certeza de que “não errou” nos dois episódios que levaram à sua inelegibilidade: a reunião com embaixadores, na qual criticou as urnas eletrônicas, e a participação na manifestação de 7 de Setembro de 2022.

“A resposta é a mesma: essa partícula ‘se, caso, talvez’ não existe. Eu sou candidato até que a minha morte política seja anunciada para valer. Eles não têm argumento para me tirar da política. A não ser o poder, a força de arbitrariedades contra a minha pessoa. Repito: qual a acusação contra mim? Que eu fiz de errado para não disputar uma eleição? E, se eu sou tão mal assim, deixa eu disputar para perder. É muito simples. Ou estão com medo da minha candidatura?”, disse o ex-presidente em entrevista ao site Metrópoles.

Bolsonaro também afirmou acreditar que conseguirá reverter sua inelegibilidade na Justiça ou até mesmo por meio de um projeto no Congresso Nacional, onde seus aliados articulam uma medida nesse sentido.

Segundo ele, essa confiança no Legislativo está ligada aos “ventos da democracia” que estariam soprando em direção à direita em todo o mundo, como tem ocorrido na Argentina e nos Estados Unidos.


A aposta de Bolsonaro em Trump

O ex-presidente também demonstrou confiança na ajuda de Donald Trump para viabilizar sua candidatura em 2026. Para Bolsonaro, Trump se interessaria pelo Brasil devido à sua influência na América do Sul.

Bolsonaro observou que o presidente eleito dos Estados Unidos tem uma preocupação com o avanço da esquerda na região e destacou que a “grande arma” de Trump no Brasil seria a defesa da liberdade de expressão.

Apesar de admitir que não tem “essa liberdade toda” para conversar diretamente com Trump, o ex-mandatário ressaltou que seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tem liderado as conversas com o republicano.

“Eu não tenho essa liberdade toda para conversar com ele, apesar de conhecer alguns assessores, que estão sendo pré-anunciados para compor seu gabinete. Mas acredito que ele tenha um interesse enorme no Brasil, pelo seu tamanho, pelas suas riquezas, pelo que representa o nosso povo. E como um país que realmente possa aqui, como exemplo, desequilibrar positivamente para a democracia, para a liberdade, toda a América do Sul. Então, ele vai investir no Brasil sim, no meu entender, no tocante a fazer valer os valores do seu povo, que é muito semelhante ao nosso. Que, através da liberdade de expressão, nós possamos aqui sonhar e não mergulharmos mais ainda numa ditadura que se avizinha”, declarou Bolsonaro.


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