Zema critica postura de Eduardo Bolsonaro nos EUA e defende prioridade ao Brasil

Governador de Minas Gerais questiona articulações do deputado com governo Trump e reforça união da direita para 2026
Por: Brado Jornal 19.ago.2025 às 08h11
Zema critica postura de Eduardo Bolsonaro nos EUA e defende prioridade ao Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em entrevista à CNN Brasil no sábado (16.ago.2025), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), expressou críticas à atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em articulações políticas com o governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Zema destacou que o interesse do Brasil, representando 210 milhões de cidadãos, deve ser a prioridade. “Nós estamos falando, de um lado, de 210 milhões de brasileiros. Será que alguém é mais importante do que esta nação? Na minha opinião, há um erro caso você conduza a questão nesse sentido, 1º deve vir o Brasil”, disse.

Zema também abordou as ações de Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos desde 27 de fevereiro e tem defendido sanções contra o Brasil, incluindo a possibilidade de aumento nas tarifas de produtos brasileiros, atualmente em 50%, ou novas punições a autoridades do país. “Se essa fosse uma real preocupação do PT, eles apoiariam penas mais rigorosas, mas quem conhece o histórico do partido sabe que eles defendem o contrário”, afirmou Zema, em referência às críticas do deputado.

Durante evento em São Paulo, onde anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026, Zema comentou o cenário político da direita. “O cenário que eu vejo é a direita caminhar com vários pré-candidatos e lá na frente, no 2º turno, todos estarão juntos”, declarou. Ele classificou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível até 2030 e réu por tentativa de golpe de Estado, como “o maior nome da direita” no Brasil.

O governador mineiro também manifestou solidariedade a Bolsonaro e criticou a atuação de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Me solidarizo com ele [Bolsonaro] e vejo que há no Brasil essa perseguição política em que parece que alguns ministros do Supremo, em vez de se dedicar a questões grandes, se dedicam a seguir adversários políticos do governo, e pior, fazendo coisas totalmente abomináveis em termos jurídicos”, afirmou.


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