Em 2025, a Bahia ficou estagnada na 22ª posição do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), consolidando-se como o segundo estado menos competitivo do Nordeste, superando apenas o Maranhão. O estudo, em sua 14ª edição, analisou 100 indicadores distribuídos em dez pilares: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.
No topo do ranking, São Paulo manteve a liderança, seguido por Santa Catarina e Paraná. Na outra ponta, Amapá (27º), Acre (26º) e Pará (25º) ocuparam as últimas posições. O levantamento serve como referência para avaliar a capacidade dos estados em atrair investimentos e promover desenvolvimento econômico e social, comparando o desempenho em relação ao ano anterior.
O desempenho da Bahia revelou avanços em três pilares, mas retrocessos em seis. O estado melhorou duas posições em Capital Humano (25º) e Infraestrutura (21º), além de subir uma posição em Inovação (18º). No entanto, as quedas foram mais expressivas. Em Segurança Pública, a Bahia despencou seis posições, alcançando o 25º lugar. Em Solidez Fiscal, também perdeu seis posições, ficando em 9º. Outros recuos ocorreram em Educação (22º, menos duas posições), Sustentabilidade Social (19º, menos duas posições), Sustentabilidade Ambiental (21º, menos uma posição) e Eficiência da Máquina Pública (11º, menos uma posição). O pilar de Potencial de Mercado permaneceu estável, na 24ª colocação.
No Nordeste, a Paraíba se destacou como o estado mais competitivo, ocupando a 11ª posição nacional, com avanços em segurança pública e infraestrutura. Sergipe subiu seis posições, alcançando o 12º lugar, impulsionado por melhorias em inovação e infraestrutura. O Rio Grande do Norte registrou o maior salto da região, avançando oito posições para o 16º lugar, com ganhos em sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública e segurança pública, sendo líder nacional em déficit de vagas penitenciárias e quinto em feminicídio.
Rondônia, na 13ª posição, foi o estado mais bem colocado do Norte, subindo três posições com melhorias em segurança pública (+9), sustentabilidade social (+7), sustentabilidade ambiental (+6) e infraestrutura (+2). Roraima também avançou três posições, saindo da última colocação em 2024 para a 24ª em 2025.
“A competitividade de um estado está diretamente ligada à capacidade de ação dos seus líderes públicos”, afirmou Tadeu Barros, diretor-executivo do CLP. Ele destacou que os avanços em segurança pública no Rio Grande do Norte e Sergipe contrastam com a queda nacional nesse pilar, identificado como uma das maiores deficiências do país em 2025.
O ranking também expõe desigualdades regionais. Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste dominam as primeiras posições, enquanto Norte e Nordeste concentram-se na metade inferior. A Bahia, apesar de alguns avanços, enfrenta desafios estruturais que limitam sua competitividade, especialmente em segurança pública e solidez fiscal, áreas críticas para o desenvolvimento sustentável.
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