Ex-assessor de ministro do STF enfrenta restrições na Europa

Eduardo Tagliaferro, alvo de extradição por vazamento de mensagens, é notificado pela polícia italiana em investigação ligada a desinformação eleitoral
Por: Brado Jornal 02.out.2025 às 10h45
Ex-assessor de ministro do STF enfrenta restrições na Europa
Reprodução
Na tarde desta quarta-feira (1º de outubro de 2025), Eduardo Tagliaferro, antigo chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ex-auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, foi conduzido a uma delegacia italiana para cumprimento de medida cautelar. A ação visa impor limitações à sua movimentação, segundo o advogado de defesa, Eduardo Kuntz, que explicou: “Ao chegar à delegacia, ele poderá tirar cópia de todos os documentos, tomar ciência da restrição e será reconduzido à sua residência”.

Tagliaferro, que se desligou do cargo no TSE em maio de 2023 após prisão por agressão doméstica e reside atualmente na Itália, é objeto de pedido de extradição formulado por Moraes com base em denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República). As acusações recaem sobre suposto vazamento de diálogos de WhatsApp entre servidores do STF e do TSE. A defesa destacou que o cliente foi pego de surpresa pela abordagem policial em sua casa, para conhecimento de um procedimento de extradição ligado à Pet 12936, decorrente do Inquérito 4972 no STF. Kuntz afirmou que Tagliaferro entregou seus papéis de forma voluntária, comprometeu-se a ficar na localidade e planeja rebater as alegações: “No momento oportuno, ele demonstrará que tais expedientes são arbitrários e ilegais. Adotaremos as medidas cabíveis, no Brasil e na Itália, com total respeito às Cortes e confiança na Justiça”.

Mais cedo, em 2 de setembro de 2025, Tagliaferro depôs na Comissão de Segurança Pública do Senado, onde acusou Moraes de perpetrar uma "fraude processual gravíssima" na apuração contra oito empresários bolsonaristas nas eleições de 2022. Segundo ele, o ministro teria divulgado mensagens privadas de um grupo de WhatsApp para a imprensa, utilizado a matéria para decretar buscas e apreensões, e só depois adicionado fundamentos ao despacho, após repercussão negativa.


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