Michelle Bolsonaro relata momento de intenso sofrimento do ex-presidente no hospital

Ex-primeira-dama descreve Jair Bolsonaro desorientado e com dores intensas após queda na cela, criticando atraso no socorro médico
Por: Brado Jornal 08.jan.2026 às 10h15
Michelle Bolsonaro relata momento de intenso sofrimento do ex-presidente no hospital
Reprodução
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou nesta quarta-feira (7.jan.2026) que viu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos, em grande sofrimento durante atendimento em hospital de Brasília.

Ela contou que o marido chegou a pedir para Deus levá-lo devido às dores insuportáveis. “Eu vi ele pedindo para Deus levá-lo, porque ele não aguentava mais a dor”, afirmou Michelle.De acordo com ela, Bolsonaro apresentava confusão mental e dificuldade para se comunicar. “Ele não conseguia falar, ele não se lembrava”, relatou.

O episódio ocorreu após Bolsonaro sofrer uma queda na cela da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, na madrugada de terça-feira (6.jan.2026), ao bater a cabeça em um móvel. Ele foi levado ao hospital DF Star para exames, como tomografia de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma, autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

O médico Brasil Caiado diagnosticou traumatismo craniano leve, com lesão em partes moles da região temporal e frontal direita, sem danos intracerebrais ou ao cérebro.

Michelle destacou que o ex-presidente, após várias cirurgias nos últimos anos incluindo intervenções decorrentes da facada de 2018, ativou um “modo de sobrevivência”. “Ele já ligou esse modo de sobrevivência”, disse.

Ela também criticou a demora de cerca de 40 minutos no atendimento após a queda e o fato de não poder acompanhá-lo plenamente nos exames. “Apenas 30 minutos ontem, que foi o nosso direito”, afirmou.

Em casa, Michelle revelou que fica sempre ao lado dele por medo de novas quedas. “Em casa, eu fico sempre ao lado dele. Quando ele levanta, eu já estou ao lado dele porque eu tenho medo dele cair.”

A ex-primeira-dama defendeu prisão domiciliar para o marido, argumentando seu quadro de saúde com comorbidades, dores constantes e episódios de tontura. “Ele não deveria estar em uma solitária, com 70 anos e vários problemas de saúde que precisam ser administrados”, declarou.

Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, classificou a demora no socorro como “inaceitável” e “inacreditável”.


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