O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no sábado (17), um convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho de Paz da Faixa de Gaza. O grupo, anunciado como parte da segunda fase do plano americano para encerrar o conflito no território palestino, reúne líderes mundiais atuais e ex-líderes, além de representantes do governo norte-americano.
De acordo com o projeto de estatuto do conselho, obtido pela agência Reuters, os participantes terão mandato inicial de três anos. No entanto, quem desejar estender a participação de forma permanente precisará contribuir com mais de US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro no primeiro ano de vigência da carta.
“Cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito a renovação pelo presidente. O mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro para o Conselho de Paz no primeiro ano”, diz o documento.
A Casa Branca negou a existência de uma taxa obrigatória mínima para adesão. Em publicação na rede social X, afirmou que a contribuição elevada “simplesmente oferece filiação permanente a países parceiros que demonstrem profundo compromisso com a paz, a segurança e a prosperidade”.
Ao anunciar o conselho nas redes sociais, Trump destacou seu caráter excepcional: “Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”.
O conselho visa discutir temas como fortalecimento da governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital. Trump presidirá o órgão, que integra um plano respaldado por Washington para a transição em Gaza, incluindo um governo interino.
Além de Lula, foram convidados líderes como o presidente da Argentina, Javier Milei que publicou a carta-convite e afirmou ser “uma honra” participar, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, e outros, como o primeiro-ministro do Canadá. Entre os integrantes confirmados ou cotados estão o secretário de Estado americano, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o bilionário Marc Rowan e Robert Gabriel, assessor de Trump no Conselho de Segurança Nacional.
Fontes indicam que Lula deve analisar o convite apenas na próxima semana e só se pronunciará após definir sua posição. O governo brasileiro tem mantido cautela, considerando o histórico de críticas do presidente às ações militares em Gaza e a defesa de um cessar-fogo imediato e da criação de um Estado palestino.
Trump também nomeou o major-general americano Jasper Jeffers para liderar a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza, com foco em segurança e treinamento de uma nova força policial para substituir o Hamas. O conselho não inclui representantes da Autoridade Palestina no momento.
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