José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, divulgou nota nesta quinta-feira (22 de janeiro de 2026) esclarecendo que a Maridt Participações, empresa controlada por ele e por seu irmão José Carlos, não possui mais qualquer vínculo com o Grupo Tayayá, responsável pelo resort de luxo Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no interior do Paraná.
De acordo com a declaração, a saída ocorreu em duas transações distintas: a primeira, em 27 de setembro de 2021, envolveu a venda de parte das cotas ao Fundo Arllen (controlado pela Reag, ligada ao Banco Master), por valor superior a R$ 3 milhões; a segunda, em 21 de fevereiro de 2025, transferiu o restante da participação para a PHD Holding (ou PHB Holding, ligada ao advogado Paulo Humberto Barbosa, que atua para a JBS). Após essas operações, a Maridt encerrou completamente sua atuação no empreendimento, que chegou a representar cerca de ⅓ das cotas.
A nota enfatiza que todas as movimentações financeiras e societárias foram devidamente registradas e declaradas à Receita Federal, conforme a legislação vigente.
“A Maridt, empresa com sede em Marília/SP, esclarece que não integra atualmente o Grupo Tayayá, sediado em Ribeirão Claro, Estado do Paraná. A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de parte da participação ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.
Todos os atos e informações financeiras da Maridt estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil, conforme exigido pela legislação.
Marília, 22 de janeiro de 2026.
JOSÉ EUGÊNIO DIAS TOFFOLI
Administrador”
O resort Tayayá, um complexo de alto padrão com hotel, condomínio residencial e atrativos como heliponto e outras instalações de lazer, ganhou destaque na mídia devido à participação anterior de familiares do ministro Dias Toffoli incluindo irmãos e um primo e por conexões indiretas com investigações relacionadas ao Banco Master (como a operação Compliance Zero). Após a venda final em 2025, o controle passou integralmente para Paulo Humberto Barbosa.
O ministro Dias Toffoli, que é dono de uma unidade no condomínio do empreendimento e o frequenta ocasionalmente (principalmente em períodos de recesso judicial), não tem participação societária direta no resort ou na Maridt. A venda inicial de 2021 ocorreu antes de surgirem suspeitas públicas sobre o Fundo Arllen e suas ligações com o Banco Master, do qual Toffoli é relator de inquérito no STF.
Outros desdobramentos mencionados em reportagens incluem a compra de cotas por fundo ligado a Fabiano Zettel (preso na operação Compliance Zero e solto posteriormente), mas a nota do irmão do ministro foca exclusivamente no encerramento da participação da família via Maridt.
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