Lindbergh Farias acusa Flávio Bolsonaro de campanha antecipada em ato na Paulista e pede providências ao TSE

Senador petista registra representação alegando uso político do evento “Acorda, Brasil” para promoção pessoal do pré-candidato à Presidência; manifestação reuniu aliados bolsonaristas e governadores de oposição no domingo (1º)
Por: Brado Jornal 03.mar.2026 às 20h37
Lindbergh Farias acusa Flávio Bolsonaro de campanha antecipada em ato na Paulista e pede providências ao TSE
Divulgação
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta prática de campanha eleitoral antecipada. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (2) e tem como base o discurso proferido por Flávio durante o ato “Acorda, Brasil”, realizado na Avenida Paulista no dia anterior.

De acordo com a peça, o pré-candidato à Presidência da República utilizou o palanque da manifestação, que reuniu milhares de pessoas, governadores como Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), além de figuras como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia, para se promover explicitamente como opção presidencial para 2026. Lindbergh argumenta que o evento extrapolou o caráter de protesto político e se transformou em palanque de lançamento de candidatura, configurando propaganda eleitoral irregular antes do período permitido pela legislação.

A representação destaca trechos do discurso em que Flávio falou sobre “resgatar o Brasil”, agradeceu o apoio de correligionários e sinalizou otimismo com pesquisas que o colocam à frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o senador petista, essas manifestações configuram pedido explícito de voto e exposição pessoal indevida em ano eleitoral.

Lindbergh Farias solicitou ao TSE que determine a imediata remoção de vídeos e publicações relacionadas ao discurso, além da aplicação de multa e outras sanções cabíveis por propaganda antecipada. Ele também pediu que o tribunal intime Flávio Bolsonaro a se abster de novas condutas semelhantes.

A manifestação de domingo teve como principais bandeiras críticas ao governo Lula, defesa da harmonia entre poderes e questionamentos a decisões judiciais percebidas como excessivas. Apesar de alguns oradores terem pedido o impeachment de ministros do STF, Flávio adotou tom mais moderado, afirmando que o Supremo “nunca foi o alvo” e que a Corte é essencial à democracia, mas que estaria sendo usada para atingir seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


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