Dois senadores da República, Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE), encaminharam ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, solicitando que a corporação avalie a possibilidade de intensificar as medidas de segurança em torno do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A solicitação tem como base a gravidade dos elementos revelados pela Operação Compliance Zero, que desmantelou uma organização criminosa de alto poder econômico, com capacidade comprovada de monitoramento, intimidação e execução de ações violentas. André Mendonça atua como relator do inquérito no STF relacionado ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro, incluindo a autorização de prisões preventivas e buscas.
No documento, os parlamentares destacam que o contexto da investigação, marcado por indícios de planos de agressão física, invasão de sistemas sigilosos e uso de recursos milionários para obstruir a justiça, demanda “cautela” e, se for o caso, “a eventual adoção de reforço na proteção”. O objetivo declarado é preservar a integridade física do magistrado e garantir o livre exercício de suas atribuições jurisdicionais sem interferências ou riscos.
A operação em questão resultou em prisões, como a de Vorcaro, e na morte de um dos investigados (Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”) em custódia, confirmada como suicídio pela PF. Além disso, envolveu afastamento de servidores do Banco Central e apreensão de bens em São Paulo e Minas Gerais.
Os senadores pedem que a PF examine o pedido e, dentro de suas competências, adote as providências necessárias para mitigar eventuais ameaças identificadas no âmbito da apuração.
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