Lula defende fortalecimento da defesa para evitar invasões

Presidente alerta para risco de ocupação externa e propõe parceria industrial com África do Sul para independência em equipamentos militares
Por: Brado Jornal 10.mar.2026 às 08h17
Lula defende fortalecimento da defesa para evitar invasões
Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Em reunião no Palácio do Planalto com o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que Brasil e África do Sul invistam de forma autônoma em sua capacidade de defesa.

Segundo o presidente brasileiro, a América do Sul é uma região de paz, livre de armas nucleares, e os drones produzidos localmente têm uso agrícola e civil, sem finalidade bélica. Ele reforçou que uma defesa sólida funciona como fator de dissuasão e advertiu que a falta de preparo adequado pode abrir espaço para uma invasão.

Lula sugeriu que os dois países combinem suas indústrias para fabricar equipamentos próprios, reduzindo a dependência dos grandes exportadores globais de armamentos. No mesmo dia, os ministros da Defesa de Brasil e África do Sul se reuniram para tratar de avanços concretos nessa cooperação.

O tema ganhou relevância no contexto de preocupações recentes no governo brasileiro, especialmente após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas em janeiro, o que intensificou debates sobre a modernização das Forças Armadas.

Além da área militar, os dois líderes assinaram dois memorandos de entendimento para ampliar o comércio bilateral. Um deles foca no turismo, com ênfase em capacitação e assistência técnica; o outro envolve a ApexBrasil e o departamento sul-africano de comércio, visando investimentos sustentáveis.

O volume de trocas comerciais entre os países alcançou US$ 2,3 bilhões em 2025, valor considerado ainda abaixo do potencial das duas maiores economias do Sul Global. Ramaphosa concordou que é preciso avançar muito mais nessa parceria.

Na pauta também entraram o apoio ao Fundo para Resposta a Perdas e Danos (criado na ONU para questões climáticas) e a condenação a guerras, com defesa de soluções pacíficas e cessar-fogo imediato.


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