Preso nesta quinta-feira pela Polícia Federal, o empresário mineiro Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, aparece nas investigações como o principal operador financeiro da estrutura conhecida como “A Turma”, um grupo paralelo de vigilância e intimidação ligado à família.
Conversas interceptadas pela PF revelam que Henrique negociava diretamente pagamentos por serviços ilícitos. Em um dos diálogos com Marilson Roseno, surge a referência ao codinome “F”. Para os investigadores, trata-se de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.
Na troca de mensagens de janeiro, Marilson deseja feliz ano novo a Henrique e cobra para não ser deixado “à deriva”, alegando estar “segurando uma manada de búfalo” e precisando do pagamento combinado. Henrique responde que receberia recursos na quinta ou sexta e enviaria imediatamente “400”.
Marilson então sugere que o ideal seria “800k”, citando o envolvimento de “Phillipi” e informando que “F” repassaria apenas metade do valor. A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a prisão de Henrique, destaca que o valor de R$ 400 mil coincide com os repasses mensais feitos ao grupo, com contribuições também de Fabiano Zettel — identificado como o provável “F” nos diálogos.
Esses elementos reforçam o papel de Henrique Vorcaro como destinador de recursos para financiar a manutenção da “Turma”.
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