Representantes de diversos setores da economia se reunem nesta terça-feira (26 de maio de 2026) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O principal objetivo do encontro é pressionar por um atraso na aprovação da proposta que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, eliminando a escala 6x1.
O grupo é capitaneado por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Desde o início das discussões sobre o tema, os empresários manifestam preocupação com os impactos que a mudança pode trazer para a produtividade e os custos das empresas.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) prevê uma transição gradual ao longo de 14 meses. O relator na Câmara, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou na segunda-feira (25) seu relatório, que divide a redução em duas etapas de duas horas cada.
A primeira diminuição entraria em vigor 60 dias após a promulgação da emenda. A segunda seria implementada nos 12 meses seguintes. A expectativa é que o texto seja votado ainda esta semana no plenário da Câmara dos Deputados.
Anteriormente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), haviam fechado acordo para que a medida fosse aplicada no prazo de 14 meses. Os empresários agora buscam o apoio de Alcolumbre para conter o avanço acelerado da proposta no Congresso.
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