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EUA finalizam recomendação de novas tarifas contra o Brasil e abrem espaço para mais exceções

De acordo com fontes presentes na reunião virtual realizada na terça-feira (14), Greer considerou encerradas as negociações e criticou a postura brasileira, alegando falta de empenho nas conversas.
Por: Brado Jornal 15.jul.2026 às 12h30
EUA finalizam recomendação de novas tarifas contra o Brasil e abrem espaço para mais exceções

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, já entregou ao presidente Donald Trump a proposta final para impor um conjunto ampliado de tarifas sobre mercadorias brasileiras. Ao mesmo tempo, ele indicou que a lista de produtos que ficarão de fora da medida deve ser maior do que a inicialmente prevista.


De acordo com fontes presentes na reunião virtual realizada na terça-feira (14), Greer considerou encerradas as negociações e criticou a postura brasileira, alegando falta de empenho nas conversas. As autoridades do governo Lula, no entanto, rebateram os argumentos americanos de imediato.


Ministros e embaixadores, entre eles Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Mauricio Lyrio (Itamaraty) e Audo Faleiro (assessor internacional da Presidência), contestaram a base técnica da investigação americana sob a Seção 301. Eles destacaram, por exemplo, que as acusações de aumento do desmatamento na Amazônia não condizem com os dados oficiais, que apontam na direção oposta.


Os negociadores brasileiros também recordaram que, ao sugerirem reduzir tarifas americanas sobre etanol em troca de maior acesso ao mercado de açúcar, receberam resposta negativa do USTR. Greer afirmou ainda que não haverá uma “lista dinâmica” de isenções, diferentemente do que ocorreu com as tarifas aplicadas em 2025. Essa posição foi interpretada como sinal de que as exceções não serão ampliadas de forma gradual após o anúncio.


Apesar disso, o chefe do USTR registrou os pleitos tanto do governo quanto do setor privado brasileiro para ampliar as exceções já na publicação da medida. Durante o encontro, a delegação brasileira ressaltou o caráter do comércio bilateral, marcado pela presença de subsidiárias americanas que exportam componentes “made in Brazil” para suas matrizes nos EUA. Essa argumentação foi bem recebida pelo lado americano, o que gerou otimismo no Palácio do Planalto de que mais itens industrializados possam ser poupados.


Atualmente, o pacote de tarifas atingiria cerca de 21% do valor das exportações brasileiras para os Estados Unidos. O governo trabalha para reduzir esse impacto. Ao final da reunião, Greer mostrou disposição para manter o diálogo aberto. As autoridades brasileiras reforçaram o compromisso: “Nós estamos aqui”.



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