Os preços do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (14) e atingiram o maior patamar em um mês, impulsionados pelas tensões entre Estados Unidos e Irã e pela expectativa de novos acordos comerciais na região.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em agosto subiu 1,53%, encerrando o dia cotado a US$ 79,34 por barril. Já o Brent, referência internacional, avançou 1,72%, para US$ 84,73 o barril. Ambos registraram as maiores cotações desde 12 de junho.
O avanço perdeu força ao longo do dia depois que o presidente Donald Trump desistiu da proposta de cobrar taxa de 20% das embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz. Em vez disso, o governo americano anunciou que buscará acordos comerciais com países do Golfo. Apesar disso, a volatilidade marcou a sessão: os preços dispararam no início, recuaram com o anúncio e voltaram a subir no fim do pregão.
Analistas apontam que a escalada das tensões no Oriente Médio obrigou investidores a rever os riscos para o mercado de energia. O Estreito de Ormuz voltou a ser um dos principais pontos de preocupação global, elevando custos e incertezas no transporte de petróleo. Outro fator de sustentação veio da declaração de Trump após encontro com o primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi. O presidente americano disse que pretende anunciar nos próximos dias novos acordos na área de energia e “tirar muito petróleo do Iraque”.
No cenário macroeconômico, a divulgação de um índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos abaixo das expectativas reduziu a pressão por novos aumentos de juros pelo Federal Reserve, favorecendo as commodities. Por outro lado, a demanda chinesa segue como fator de cautela, com as importações de petróleo do país continuando em queda em junho.
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