O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) oficializou a pré-candidatura de Leonardo Alves de Araújo, mais conhecido como Leonardo Avalanche, ao cargo de presidente da República nas eleições de 2026. Como atual dirigente máximo da sigla, ele busca liderar uma chapa própria após longo intervalo sem disputa presidencial.
Com essa definição, o número de potenciais concorrentes ao Palácio do Planalto chega a 13, faltando pouco mais de um mês para o início formal da campanha eleitoral. A escolha marca o retorno do PRTB a uma candidatura autônoma para o principal posto executivo, algo que não ocorria desde 2014, quando a legenda apostou no nome de Levy Fidelix.
Avalanche ganhou projeção recente ao lançar o influenciador Pablo Marçal como candidato à Prefeitura de São Paulo em 2024. Marçal terminou a disputa em terceiro lugar, com 28,14% dos votos, atrás de Guilherme Boulos e do reeleito Ricardo Nunes. O partido destacou o desempenho como um dos trunfos do dirigente para alçar voos maiores.
Em nota divulgada pela agremiação, Avalanche reforçou o tom combativo: o PRTB se apresenta como força da coragem e do trabalho, disposta a promover transformação real no país. Segundo ele, o momento exige liderança firme, capaz de articular, organizar e resgatar aspirações por um Brasil mais próspero e justo.
No entanto, o nome de Avalanche carrega polêmicas que acompanham sua trajetória recente. Durante a campanha municipal de 2024, ele foi acusado de manter supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Reportagem da Folha de S.Paulo revelou áudios gravados por filiados do próprio partido nos quais ele teria mencionado conexões com a facção criminosa. À época, Marçal cobrou explicações públicas do aliado, afirmando que não o defendia e que o próprio Avalanche deveria se manifestar caso as gravações se confirmassem.
Além disso, o presidente do PRTB enfrentou denúncias de ameaças a dirigentes partidários. Ex-vice-presidente da legenda relatou ter sido pressionada a renunciar sob risco de “frequentar cemitério”, para dar espaço a aliados de Avalanche. A defesa dele classificou as acusações como vazias e sem provas.
Em janeiro de 2026, o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra Avalanche por crimes relacionados ao controle da legenda. O promotor Reanto Kim Barbosa apontou fraude na eleição interna realizada em fevereiro de 2024. De acordo com a acusação, o grupo liderado por ele recrutou dezenas de pessoas que se passaram por fundadores do partido, usando documentos falsificados e treinando assinaturas para burlar a fiscalização da Justiça Eleitoral durante a votação eletrônica.
Apesar das controvérsias, o PRTB aposta na experiência interna de Avalanche e no desempenho recente da sigla para construir uma plataforma competitiva. A legenda busca se posicionar como alternativa corajosa em um cenário eleitoral que já conta com diversos nomes conhecidos.
O anúncio reforça o aquecimento precoce da corrida presidencial de 2026. Com Avalanche, o partido sinaliza disposição para disputar espaço além de alianças secundárias, mesmo que questões judiciais pendentes possam influenciar o desenrolar da pré-candidatura nos próximos meses.
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