Coronel ganha espaço entre prefeitos e chapa petista ao Senado perde o “dois a dois”

Rejeição a Jaques Wagner aquece o nome de Ângelo Coronel. Rui Costa segue isolado na frente. Fontes já falam em um senador de cada campo
Por: Brado Redação 28.ago.2026 às 14h53
Coronel ganha espaço entre prefeitos e chapa petista ao Senado perde o “dois a dois”
Fotos: Alessandro Dantas, Waldemir Barreto/Agência Senado e Valter Campanato/Agência Brasil

O nome do senador Ângelo Coronel (Republicanos) voltou com força às conversas de prefeitos baianos na reta da campanha ao Senado. Em bastidores de prefeituras e de comandos regionais, a leitura é a mesma: Rui Costa (PT) está consolidado na primeira vaga e Coronel passou a disputar a segunda com Jaques Wagner (PT), num empate técnico político — não nas pesquisas de rua.

A mudança tem um motor claro, segundo interlocutores da política estadual: a rejeição a Wagner. Depois da operação da PF no caso Master e da saída do petista da liderança do governo no Senado, gestores do interior e da Região Metropolitana passaram a tratar o nome de Coronel como alternativa “vendável” no município.

“O Coronel saiu da gaveta. Prefeito que antes só falava em Rui e Wagner agora pergunta se dá para ir com o Coronel”, disse uma fonte com trânsito em prefeituras do Recôncavo e do semiárido.

Um de cada lado

Pela primeira vez neste ciclo, lideranças de bastidor — inclusive da base — admitem que a Bahia pode não eleger dois senadores do mesmo partido.

A chapa do PT lançou Rui Costa e Jaques Wagner juntos. A oposição tem Coronel e João Roma (PL). A conta que circula nos corredores é direta: Rui leva uma cadeira; a outra deixou de ser considerada fechada para o PT.

“Dois do mesmo partido perdeu força. O mais provável é um de um lado e outro do outro”, afirmou uma liderança que participa de reuniões com prefeitos.

O quadro

Rui Costa, ex-governador e ex-ministro da Casa Civil, é o nome que menos oscila. Wagner tenta a reeleição sob desgaste. Coronel, que saiu do PSD rumo ao Republicanos e à chapa de ACM Neto, capitaliza o trânsito municipal e o discurso de que “o partido é a Bahia”.

Em 4 de outubro, o eleitor escolhe dois senadores, em turno único. As assessorias de Coronel, Wagner e Rui Costa não comentaram as articulações relatadas nesta reportagem.



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