Pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira (27) mostra ACM Neto (União Brasil) numericamente à frente na disputa pelo governo da Bahia. No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Neto aparece com 39% das intenções de voto, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, registra 37%.
No cenário com Ariel Capistrano (DC), ACM Neto mantém 39%, contra 37% de Jerônimo Rodrigues. Aroldo Felix (UP), Maria Bona (PCO), Ariel Capistrano (DC) e Ronaldo Mansur (PSOL) aparecem com 1% cada. Indecisos somam 12%, enquanto branco, nulo ou abstenção representam 8%.
Em outra composição, com Estêvão como candidato do DC, ACM Neto chega a 40%, enquanto Jerônimo permanece com 37%. Estêvão não pontua. Indecisos somam 13%, e branco, nulo ou abstenção, 7%.
A diferença entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Na simulação de segundo turno, ACM Neto também aparece numericamente à frente, com 44%, contra 41% de Jerônimo Rodrigues. Indecisos representam 9%, enquanto branco, nulo ou abstenção somam 6%.
Na rejeição, Jerônimo Rodrigues apresenta 40% entre os entrevistados que afirmam conhecê-lo e dizem que não votariam nele. No caso de ACM Neto, esse percentual é de 32%. Entre os eleitores que conhecem os candidatos e afirmam que votariam neles, ACM Neto registra 54%, enquanto Jerônimo aparece com 47%.
A gestão estadual é aprovada por 57% dos entrevistados e desaprovada por 34%. Na avaliação qualitativa, 38% classificam o governo como positivo, 33% como regular e 25% como negativo. Sobre o futuro da administração, 38% defendem uma mudança completa, enquanto outros 38% consideram necessário corrigir apenas o que não funciona. Outros 20% preferem a manutenção do atual modelo de gestão.
Em relação à reeleição, 53% afirmam que Jerônimo Rodrigues merece um novo mandato, enquanto 42% consideram que ele não merece.
A violência é apontada como o principal problema da Bahia por 38% dos entrevistados, seguida pela saúde, com 32%. Desemprego, educação, economia e corrupção aparecem com percentuais menores.
Na avaliação sobre o alinhamento político nacional, 49% preferem um governador próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 30% defendem um governador independente. Outros 16% preferem um governador alinhado a Flávio Bolsonaro.
O apoio de Lula aumenta a chance de voto para 37% dos entrevistados e reduz para 21%. Já o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a intenção de voto para 13% e reduz para 41%.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Jerônimo Rodrigues aparece com 23%, enquanto ACM Neto registra 20%. Outros nomes somam 1%, e 54% não citam nenhum candidato. Branco, nulo ou abstenção representam 2%.
Com os nomes apresentados, ACM Neto passa a liderar numericamente tanto na pesquisa estimulada quanto na simulação de segundo turno.
A Quaest entrevistou 900 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 26 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-06206/2026. Até a divulgação do levantamento, a Justiça ainda não havia definido qual nome do Democracia Cristã (DC) será apresentado nas urnas.
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